Aqui em baixo deixo alguns jogos que marcaram a minha adolescencia até aos dias de hoje .
Isto vem um pouco ao encontro destes 2 ultimos jogos do liverpool.... ambos 4-4 Foi fantastico , foi delirante , arrepiante ... o que queiram chamar..
O primeiro é inevitavel....
A sorte de quem esteve lá..... voces imaginam um clube que tem de ir ganhar ao seu maior rival e espetar 6 batatas ? eu não , nem nos meus sonhos mais arrojados. Derby demasiado electrizante.....
E as vezes que tentei imitar o JVP na escola a rodopiar e a rematar de longe ?
O 2 video é inevitavel....
Era tão importante passarmos esta eliminatória.... principalmente depois do empate em casa.... era tambem muito dificil , ainda por cima numa atmosfera como é a alemã.... enfim mais outro para ir para a vitrine dos nossos sonhos
o 3 video um magistral 5-4 do barcelona sobre o atletico madrid
Vi este jogo na TVI , e vibrei com os golos todos do barça ! ( sim porque eu na altura gostava deles , mas depois enjoei bastante com o ronaldo e comecei a preferir o real madrid )
o 4 video é uma final europeira , a taça uefa .
Mais outro para recordar , na altura estava claramente pelo alavez , pela magnifica campanha que fez ao longo da uefa , até á final . FOi inacreditavel todo aquele pulmão e aquela alma
o 5 video faz parte de qualquer imaginário de um adepto de um clube qualquer...
Só está ao alcance de uma equipa como a do liverpool ... de um gerrard , de um xavi alonso .... de um dudek ... que nessa noite defendeu TUDO na 2 parte e os penaltys... Fantastico , incrivel demasiado bom para ser verdade !
o 6 video demonstra uma classe brutal , que o arsene wenger tem com as reservas do arsenal....
ir a anfield brincar com as reservas e espetar 6 no liverpool quase a 100%.....
o 7 video é mais recente de todos
todagente viu isto e saber que se o liverpool tem a possibilidade de estar em vantagem na eliminatoria , certamente que o caso ia mudar de figura , porque só na 1 parte podia ter estado perfeitamente 1-3 ou 0-3 ....
Repito... Só ao alcance dos melhores.
Jogos que fazem sonhar qualquer adepto.
( sei que me devem estar a faltar jogos pelo menos da liga italiana )
quarta-feira, 22 de abril de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
A decisão certa...
Em todo o campo, os jogadores tem que tomar decisões, passar, driblar, correr, parar, atacar, conter, entre outras. Mas existe uma zona do campo, onde essa tomada de decisão, pode ser a fronteira, para a chegada ou não ao golo. Dentro da área a decisão certa é aquela que pode levar ou não a equipa ao golo. Este pensamento, veio-me a cabeça aquando de um contra ataque do Vitória de Guimarães, já com o resultado em 1-0, o Guimarães tem um contra ataque de 3 avançados para 2 defesas, onde todos os princípios básicos de um contra ataque foram seguidos, bola conduzida por Assis no corredor central, com ataque desse mesmo corredor central, com roberto a abrir á esquerda e Andrézinho á direita. Assis bem optou por Andrézinho, era a linha de passe mais limpa. chegamos então ao momento da tal tomada de decisão. O lateral brasileiro optou, pelo remate, que Patrício defendeu, poderia ter dado golo, mas não tendo sido, acabou por se tornara a opção errada, já que o Brasileiro após ter recebido o passe de Assis, se devolve em passe atrasado para o corredor central tinha dois colegas completamente libertos para finalizar. Pensei para comigo que o vitória iria pagar caro o desperdiçar daquele lance, não me enganei.
Gosto do estilo de Cajuda com treinador, desta equipas de média alta qualidade, como o Guimarães, Braga, Marítimo e agora mais recentemente o Nacional, mas penso que Cajuda perde este jogo frente ao Sporting, aos 67m por ter retirado coragem á sua equipa, tirando Marquinhos e colocando Luis Filipe no corredor direito, mudando de 4*4*2 para 4*5*1, mas não foi a mudança de sistema que afectou a equipa, a mensagem com a entrada de Luis Filipe foi a de recuar, não se preocupar em não ter bola, e procurar jogar em ataques rápidos. Em minha opinião, a mesma mudança de sistema, com a entrada de Fajardo, daria uma mensagem á equipa, de posse e circulação de bola, com Flávio Meireles e João Alves a guardar as costas de Desmarets, Assis e Fajardo, que são 3 jogadores que se sentem confortáveis com a bola no pé sabendo-a gerir e guardar. Assim o Vitória recuou, deu mais bola ao Sporting, e com 30 minutos para jogar sujeitou-se á inspiração dos atacantes leoninos.
Para finalizar, uma pergunta, conhecem alguma maneira melhor de não sofrer golo do que ter a bola?
Gosto do estilo de Cajuda com treinador, desta equipas de média alta qualidade, como o Guimarães, Braga, Marítimo e agora mais recentemente o Nacional, mas penso que Cajuda perde este jogo frente ao Sporting, aos 67m por ter retirado coragem á sua equipa, tirando Marquinhos e colocando Luis Filipe no corredor direito, mudando de 4*4*2 para 4*5*1, mas não foi a mudança de sistema que afectou a equipa, a mensagem com a entrada de Luis Filipe foi a de recuar, não se preocupar em não ter bola, e procurar jogar em ataques rápidos. Em minha opinião, a mesma mudança de sistema, com a entrada de Fajardo, daria uma mensagem á equipa, de posse e circulação de bola, com Flávio Meireles e João Alves a guardar as costas de Desmarets, Assis e Fajardo, que são 3 jogadores que se sentem confortáveis com a bola no pé sabendo-a gerir e guardar. Assim o Vitória recuou, deu mais bola ao Sporting, e com 30 minutos para jogar sujeitou-se á inspiração dos atacantes leoninos.
Para finalizar, uma pergunta, conhecem alguma maneira melhor de não sofrer golo do que ter a bola?
O jogo, todo e qualquer jogo é uma constante tomada de decisões, só apenas as decisões certas podem levar á vitória...
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Barcelona e uma forma antiga de jogar.
Dizem os livros, escritos pelos chamados mestres, alguns deles treinadores que tiveram sucesso nas suas carreiras, conquistando títulos. Que existem duas variáveis fundamentais para qualquer equipa conseguir ter uma boa qualidade futebolística, Largura e profundidade.
Tendo um rectângulo de jogo nas suas medidas máximas 120m de comprimento por 90m de largura, para algumas equipas não seria necessário tanto terreno de jogo para explanarem o seu futebol, pois não conseguem nem dar largura muito menos profundidade ao seu jogo atacante. Existe no entanto uma equipa este ano que faz esses 120m*90m pequenos, ou no sentido inverso faz parecer que os 120m passam a 130m e os 90m a 100. essa equipa é o F.C. Barcelona.
Antes dos nomes responsáveis por tanta largura e tanta profundidade vêm a dinâmica da equipa, é claro que não existiria dinâmica de equipa sem a existência de peças chaves para essa mesma dinâmica, isso é, os nomes são indissociáveis da dinâmica.
Messi e Henri serão talvez os primeiros responsáveis pela largura dada ao jogo do Barca, dois avançados que jogando a partir da alas, tem a capacidade ou de flectir para o meio, partido em diagonal para a baliza ou buscando a linha de fundo para o cruzamento. Daniel Alves, lateral direito que por vezes se confunde com um extremo, é outro responsável, aproveitando os movimentos interiores de Messi surge inúmeras vezes a ganhar a linha de fundo (largura e profundidade num só jogador).
Nada disto seria importante se não existisse no centro do campo alguém também capaz de dar as duas variáveis ao jogo, assim os dois médios Xavi e Iniesta são primorosas a ganhar metros na transição da equipa da defesa para o ataque, servindo já em zona de decisão os flancos (profundidade de jogo ao levar o jogo para mais perto da baliza adversária, largura ao servirem os flancos). Depois na zona de finalização joga Samuel Eto´o, ponta de lança, rápido e certeiro, que atraia as marcações para depois fugir delas no limite do fora de jogo, e concluir em golo os passes na diagonal de Messi ou Henry e ou os cruzamentos desde a linha de fundo, de Daniel Alves, Messi, Henry, Xavi Iniesta, Silvinho ou Abidal (agora lesionado). È Samuel Eto´o o jogador trata de dar a profundidade finalizadora á equipa, muitas vezes nos tais movimentos de desmarcação arrasta atrás de si os defesas, permitindo aos colegas entrarem de trás a finalizar.
Ver o Barcelona desta época jogar faz-me lembrar algumas equipas passadas, direi mesmo que em pleno século xxl, é a equipa que mais aproxima o seu futebol, do futebol de ataque das equipas das décadas 70 e 80.
Tudo porque utilizam como mais ninguém o faz actualmente estas duas variáveis Largura e Profundidade, com uma grande pitada de velocidade de pensamento e execução.
Tendo um rectângulo de jogo nas suas medidas máximas 120m de comprimento por 90m de largura, para algumas equipas não seria necessário tanto terreno de jogo para explanarem o seu futebol, pois não conseguem nem dar largura muito menos profundidade ao seu jogo atacante. Existe no entanto uma equipa este ano que faz esses 120m*90m pequenos, ou no sentido inverso faz parecer que os 120m passam a 130m e os 90m a 100. essa equipa é o F.C. Barcelona.
Antes dos nomes responsáveis por tanta largura e tanta profundidade vêm a dinâmica da equipa, é claro que não existiria dinâmica de equipa sem a existência de peças chaves para essa mesma dinâmica, isso é, os nomes são indissociáveis da dinâmica.
Messi e Henri serão talvez os primeiros responsáveis pela largura dada ao jogo do Barca, dois avançados que jogando a partir da alas, tem a capacidade ou de flectir para o meio, partido em diagonal para a baliza ou buscando a linha de fundo para o cruzamento. Daniel Alves, lateral direito que por vezes se confunde com um extremo, é outro responsável, aproveitando os movimentos interiores de Messi surge inúmeras vezes a ganhar a linha de fundo (largura e profundidade num só jogador).
Nada disto seria importante se não existisse no centro do campo alguém também capaz de dar as duas variáveis ao jogo, assim os dois médios Xavi e Iniesta são primorosas a ganhar metros na transição da equipa da defesa para o ataque, servindo já em zona de decisão os flancos (profundidade de jogo ao levar o jogo para mais perto da baliza adversária, largura ao servirem os flancos). Depois na zona de finalização joga Samuel Eto´o, ponta de lança, rápido e certeiro, que atraia as marcações para depois fugir delas no limite do fora de jogo, e concluir em golo os passes na diagonal de Messi ou Henry e ou os cruzamentos desde a linha de fundo, de Daniel Alves, Messi, Henry, Xavi Iniesta, Silvinho ou Abidal (agora lesionado). È Samuel Eto´o o jogador trata de dar a profundidade finalizadora á equipa, muitas vezes nos tais movimentos de desmarcação arrasta atrás de si os defesas, permitindo aos colegas entrarem de trás a finalizar.
Ver o Barcelona desta época jogar faz-me lembrar algumas equipas passadas, direi mesmo que em pleno século xxl, é a equipa que mais aproxima o seu futebol, do futebol de ataque das equipas das décadas 70 e 80.
Tudo porque utilizam como mais ninguém o faz actualmente estas duas variáveis Largura e Profundidade, com uma grande pitada de velocidade de pensamento e execução.
Dominio, controlo - a sua influência nas dinâmicas das equipas
Ganhar é e será sempre o 1º objectivo de todo e qualquer jogo. O futebol como é óbvio não foge á regra.
Olho para todos os jogos dos quartos de final da liga dos campeões, e facilmente se percebe que no futebol actual, existem duas formas básicas de ganhar, controlar (com e sem bola) e dominar (que implica sempre ter a bola). São duas formas de abordar o jogo que parecem iguais, mas que nada tem haver uma com a outra. O Arsenal em Villareal controlou o jogo, tentou ocupar bem os espaços, não permitir grandes trocas de bolas aos Espanhóis dentro do ultimo terço do campo, não os deixar ganhar a linha de fundo, de onde poderiam servir os seus moveis avançados para finalizações á entrada da área ou mesmo dentro dela. Foi batido uma vez, num remate de longe de Marcos Senna, continuou a controlar da mesma forma, apenas procurando um pouco mais a baliza, em lançamentos para as costas da defensiva, onde Adebayor ou Theo Walcott, apareciam em velocidade. Em Londres, mesmo não tendo que marcar, os Ingleses decidiram querer dominar o jogo, jogando em velocidade,com rápidas trocas de bola, com uma pressão bastante alta, em busca constante da bola e claro por consequência do golo.
O Barcelona na primeira mão fez a junção destas duas formas de abordagem, na primeira parte, dominou o jogo, pressionando, acelerando, desequilibrando completamente os Alemães, que sem bola face ao grande domínio Barcelonista, não conseguiam controlar o domínio Espanhol. Como sabemos ao intervalo o resultado era de 4-0. No segundo tempo o Barcelona passou a controlar o jogo, com bola, no meio campo Alemão, fazendo posse de bola, gerindo a bola, o jogo e o esforço, controlo com bola. Na segunda mão foi a continuação da segunda parte do Nou Camp, com a diferença que o Bayern tentava dominar, e o Barcelona tirava-lhe esse domínio, controlando o jogo com bola, visto não ter um bloco defensivo tão sólido, que lhe permita controlar os jogos sem bola.
Alex Ferguson, não tendo Ferdinand, patrão de todo o sector defensivo, não tendo Berbatov ponta de lança que tanto aprecia, e não querendo lançar Tevez de inicio no jogo, optou por controlar o jogo com bola em vez de o tentar dominar. Jesualdo jogando 1º fora, tentou e consegui aplicar a mesma receitar de Madrid, controlar o jogo com bola, mas pondo por vezes o jogo numa toada de ataque contra ataque, visto ter jogadores que se sentem confortáveis nas duas formas de jogar, controlo e posse de bola, em busca do momento para atacar a baliza, ou baixar o bloco e jogar no espaço dado pelo adversário. Com muito mérito o Porto consegui empatar a 2 golos no Old Trafford, mas não deixou duvidas a Ferguson que estratégia deveria utilizar no Dragão na 2ª mão, já tendo Ferdinand, Berbatov e Anderson. Dominar, dominar desde o inicio o jogo foi a estratégia do United, e nos primeiros 20 minutos foi o que fizeram, amararam o Porto no seu meio campo, e tentaram criar oportunidades para colocar a eliminatória em outro patamar. Na 2ª parte decalcaram a exibição do Arsenal em Villareal, confiança no seu bloco baixo que com Ferdinand é outra segurança, controlo do jogo e da bola, abdicando do domínio.
A todas estas questões do controlo com o sem bola do jogo, fugiram os dois jogos entra Liverpool e Chelsea. Ambas foram obcecadas pelo domínio do jogo, pelo querer ter a bola para atacar a baliza, pela busca incessante de golo. O CHelsea, na 2ª mão partindo com uma vantagem de 3 golos (tinha ganho 1-3), ainda pensou na primeira parte controlar o jogo, mas vendo-se a perder 2-0 ao intervalo, e vendo a eliminatória em perigo, logo voltou a disputa da bola para, de seguida atacar a baliza.
A opção que um treinador tem que tomar, da forma de abordar o jogo, terá que sempre ter em conta vários factores, por exemplo Guardiola, entra normalmente, sempre com a intenção de dominar, sabe que o seu bloco defensivo (médios incluídos) dá garantias de segurança defensiva, e que no seu ataque tem homens capazes de desequilibra, assim sendo devem ter constantemente oportunidades para isso, assim sendo tenta colocar na dinâmica da equipa o domínio do jogo, e posteriormente quando o resultado está conseguido o controlo do jogo com bola.
Já Wenger em Espanha da dinâmica de equipa trabalhou o controlo do jogo sem bola, fruto da capacidade defensiva da equipa e da capacidade de desdobramento ofensivo dos seus médios e avançados.
Jesualdo e Ferguson, buscaram quase sempre o controlo com bola, controlar as suas dinâmicas e as do adversário com bola, só nas segundas partes o Escocês foi “obrigado a mudar”, na primeira mão por estar em desvantagens, buscou dominar o jogo, e na segunda mão por estar em vantagens buscou controlar com e sem bola. Bloco baixo quando sem bola, controlando as dinâmicas ofensivas do Porto, bloco subido quando em posse da bola, para gerir, o objecto principal do jogo, gerindo assim os ritmos do jogo.
À muito que Domínio e controlo são palavras chaves nas abordagens das equipas aos jogos.
Olho para todos os jogos dos quartos de final da liga dos campeões, e facilmente se percebe que no futebol actual, existem duas formas básicas de ganhar, controlar (com e sem bola) e dominar (que implica sempre ter a bola). São duas formas de abordar o jogo que parecem iguais, mas que nada tem haver uma com a outra. O Arsenal em Villareal controlou o jogo, tentou ocupar bem os espaços, não permitir grandes trocas de bolas aos Espanhóis dentro do ultimo terço do campo, não os deixar ganhar a linha de fundo, de onde poderiam servir os seus moveis avançados para finalizações á entrada da área ou mesmo dentro dela. Foi batido uma vez, num remate de longe de Marcos Senna, continuou a controlar da mesma forma, apenas procurando um pouco mais a baliza, em lançamentos para as costas da defensiva, onde Adebayor ou Theo Walcott, apareciam em velocidade. Em Londres, mesmo não tendo que marcar, os Ingleses decidiram querer dominar o jogo, jogando em velocidade,com rápidas trocas de bola, com uma pressão bastante alta, em busca constante da bola e claro por consequência do golo.
O Barcelona na primeira mão fez a junção destas duas formas de abordagem, na primeira parte, dominou o jogo, pressionando, acelerando, desequilibrando completamente os Alemães, que sem bola face ao grande domínio Barcelonista, não conseguiam controlar o domínio Espanhol. Como sabemos ao intervalo o resultado era de 4-0. No segundo tempo o Barcelona passou a controlar o jogo, com bola, no meio campo Alemão, fazendo posse de bola, gerindo a bola, o jogo e o esforço, controlo com bola. Na segunda mão foi a continuação da segunda parte do Nou Camp, com a diferença que o Bayern tentava dominar, e o Barcelona tirava-lhe esse domínio, controlando o jogo com bola, visto não ter um bloco defensivo tão sólido, que lhe permita controlar os jogos sem bola.
Alex Ferguson, não tendo Ferdinand, patrão de todo o sector defensivo, não tendo Berbatov ponta de lança que tanto aprecia, e não querendo lançar Tevez de inicio no jogo, optou por controlar o jogo com bola em vez de o tentar dominar. Jesualdo jogando 1º fora, tentou e consegui aplicar a mesma receitar de Madrid, controlar o jogo com bola, mas pondo por vezes o jogo numa toada de ataque contra ataque, visto ter jogadores que se sentem confortáveis nas duas formas de jogar, controlo e posse de bola, em busca do momento para atacar a baliza, ou baixar o bloco e jogar no espaço dado pelo adversário. Com muito mérito o Porto consegui empatar a 2 golos no Old Trafford, mas não deixou duvidas a Ferguson que estratégia deveria utilizar no Dragão na 2ª mão, já tendo Ferdinand, Berbatov e Anderson. Dominar, dominar desde o inicio o jogo foi a estratégia do United, e nos primeiros 20 minutos foi o que fizeram, amararam o Porto no seu meio campo, e tentaram criar oportunidades para colocar a eliminatória em outro patamar. Na 2ª parte decalcaram a exibição do Arsenal em Villareal, confiança no seu bloco baixo que com Ferdinand é outra segurança, controlo do jogo e da bola, abdicando do domínio.
A todas estas questões do controlo com o sem bola do jogo, fugiram os dois jogos entra Liverpool e Chelsea. Ambas foram obcecadas pelo domínio do jogo, pelo querer ter a bola para atacar a baliza, pela busca incessante de golo. O CHelsea, na 2ª mão partindo com uma vantagem de 3 golos (tinha ganho 1-3), ainda pensou na primeira parte controlar o jogo, mas vendo-se a perder 2-0 ao intervalo, e vendo a eliminatória em perigo, logo voltou a disputa da bola para, de seguida atacar a baliza.
A opção que um treinador tem que tomar, da forma de abordar o jogo, terá que sempre ter em conta vários factores, por exemplo Guardiola, entra normalmente, sempre com a intenção de dominar, sabe que o seu bloco defensivo (médios incluídos) dá garantias de segurança defensiva, e que no seu ataque tem homens capazes de desequilibra, assim sendo devem ter constantemente oportunidades para isso, assim sendo tenta colocar na dinâmica da equipa o domínio do jogo, e posteriormente quando o resultado está conseguido o controlo do jogo com bola.
Já Wenger em Espanha da dinâmica de equipa trabalhou o controlo do jogo sem bola, fruto da capacidade defensiva da equipa e da capacidade de desdobramento ofensivo dos seus médios e avançados.
Jesualdo e Ferguson, buscaram quase sempre o controlo com bola, controlar as suas dinâmicas e as do adversário com bola, só nas segundas partes o Escocês foi “obrigado a mudar”, na primeira mão por estar em desvantagens, buscou dominar o jogo, e na segunda mão por estar em vantagens buscou controlar com e sem bola. Bloco baixo quando sem bola, controlando as dinâmicas ofensivas do Porto, bloco subido quando em posse da bola, para gerir, o objecto principal do jogo, gerindo assim os ritmos do jogo.
À muito que Domínio e controlo são palavras chaves nas abordagens das equipas aos jogos.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
se dúvidas houvessem....
Se existiam dúvidas de qual é a unica equipa Portuguesa, com estofo para jogar na Europa, na terça feira em OLd Trafford, essa dúvidas foram dissipadas.
segunda-feira, 30 de março de 2009
A Selecção, a Decodependência e a formação

Não gosto muito de escrever sobre a selecção nacional de futebol, prefiro deixar esse tema, para o meu amigo Maço, que normalmente o faz.
No entanto acho que chegou o momento de pessoalmente, lançar o meu olhar, sobre a casa selecção nacional.
Para poder fazer esse balanço actual, deverei obrigatoriamente primeiro falar do passado recente dessa mesma selecção.
A chamada geração de ouro demorou a consolidar e a estabilizar em termos de futebol sénior, esteve presente no euro 1996 em Inglaterra, falhou o mundial de 1998, voltou no Euro 2000 (o melhor em termos de qualidade futebolística), e esteve ainda no mundial de 2002 (o desastre), dessas selecções faziam parte jogadores como, João Pinto, Figo, Rui Costa, Fernando Couto, Vítor Baía, Paulo Sousa, todos eles jogadores de que estavam entre os melhores do mundo nas suas posições acompanhados por Hélder, Pedro Barbosa, Jorge Costa, Dimas, Paulo Bento, Nuno Gomes, Abel Xavier, jogadores que não sendo do top mundial, eram jogadores titulares nos seus clubes e que emprestavam também eles qualidade á selecção.
Com a entrada de Scolari e dois anos para preparar o europeu em terras lusas, dos que referi anteriormente como jogadores de top, o Brasileiro apostou em Figo (galáctico), Rui Costa (por esta altura no Milan) e Fernando Couto (por essa altura, titularissímo de uma super Lázio), questões físicas afastaram Paulo Sousa, exclui João Pinto da selecção (estava castigado por um período longo devido a agressão ao arbitro no ultimo jogo do mundial 2002), e fez de Vítor Baia o seu caso de guerra com os media Portugueses., dando a baliza a Ricardo. A Figo, Rui Costa e Fernando Couto, juntou Jorge Andrade, Ricardo Carvalho, Maniche, viu Miguel e Paulo Ferreira tornarem-se dois dos melhores laterais direitos da altura, assistiu ao rápido crescimento de Cristiano Ronaldo e por fim naturalizou Deco. Ficando a selecção nacional com um núcleo de 7 / 8 jogadores de top mundial, todos titulares nas melhores equipas do mundo.
Após esta longa introdução / reflexão, sobre o que foi o passado recente da selecção, em termos de qualidade individual dos jogadores chaves, chagamos ao motivo deste post.
Desde a algum tempo, que defendo (defendemos) que Portugal, depende em muito da capacidade e do momento de…Deco. Se o Luso brasileiro está bem, a selecção está bem, se não, é o cabo dos trabalhos, após a retirada de Rui Costa, este é e será sempre o problema de todo e qualquer seleccionador, encontrar um jogador que possa dar tão bom rendimento como Deco naquele posição chave, de qualquer equipa que tenha que assumir as despesas do jogo.
Desde á algum tempo (e aqui sei que não reúno consenso) que defendo que a selecção nacional é uma selecção de qualidade mediana, e que lhe falta, os tais jogadores de top mundial, caímos de um numero de 7/8 como referi anteriormente para 4/5, Ricardo Carvalho (com muitas lesões nos últimos 2 anos) Pepe, Deco, Cristiano Ronaldo e Simão, sendo que em minha opinião, Simão é um jogador de clube, na selecção não consegue atingir o protagonismo, que atinge nos clubes. No entanto os jornalistas, portugueses continuam a colocar-nos em termos qualitativos num patamar que actualmente não atingimos. Basta fazer este raciocino lógico. O actual Guarda redes joga (sem querer ferir o Braga) num clube, que luta num campeonato como ao Português para ir á UEFA, continua a faltar um lateral esquerdo de raiz e que dê garantias, no meio campo jogaram desta vez Pepe (central de origem), Tiago tem qualidade está perto de ser um jogador de top mundial, mas não é, Meireles nunca será um jogador de top mundial, podem ainda jogar João Moutinho, ainda não é um jogador de top mundial, veremos se lá conseguirá chegar, Manuel Fernandes por culpa própria vai passar, ao lado de uma grande carreira internacional, Maniche já o foi, mas por diversos motivos nos últimos anos, não tem conseguido fazer uma época a jogar regularmente.
Depois para a frente á Quaresma, está a chumbar nesta prova de afirmação, como grande jogar de equipas de top, no Inter não aguentou a pressão, no Chelsea não passa de mais uma opção, Nani não é titular indiscutível no Manchester United e joga quando é para fazer descansar algum dos jogadores do núcleo duro, Danny, tem qualidade mas joga num campeonato de igual qualidade ao Português, na melhor equipa da Rússia, parece-me pouco para o considerar um jogador de top mundial, Hugo Almeida não é titular indiscutível no Werder Bremen.
Em minha opinião temos actualmente uma selecção que se sente mais confortável em jogos onde não tenha que assumir as despesas do jogo. Sente-se mais confortável em jogos onde possa jogar em contra – ataque, onde não tenha que jogar contra defesas cerradas. Ora isso só pode acontecer frente a selecções como Franças, Holandas, Inglaterras, Itálias? Espanhas Argentinas e Brasil (todos vimos o massacre que foi no ultimo Brasil – Portugal).
Contra equipas que tal como a Suécia, defendem bem, e jogam bem fechadas, a táctica de dar a bola ao Cristiano Ronaldo e ele que resolva, não resulta e nunca resultará para atingir apuramentos e ou boas qualificações nas grandes provas de selecções. A Decodependência é gritante, á já algum tempo.
Queiroz está a pagar o preço de actualmente termos uma selecção qualidade mediana, certamente também terá as suas culpas no cartório, mas sempre ouvi dizer que é impossível fazer omeletas sem ovos. Prova disso mesmo que acabei de dizer são estás duas perguntas que vos deixo para reflexão.
Alguém se lembra de nos últimos 10 anos termos ganho algum título europeu ou mundial nas camadas mais jovens? Alguém se lembra de boas prestações das nossas selecções de esperanças, nas últimas fases de apuramento para europeus e jogos Olímpicos? Certamente todos se lembram do Europeu de esperanças que se disputou no nosso país e que onde antes de jogarmos, já o tínhamos ganho, e inclusive já passeávamos a taça pelo território nacional. Resultado? Não passamos da 1ª fase.
O futuro do futebol Português preocupa! Estamos doentes de qualidade, e teremos que repensar a formação, metodologias de trabalho, mentalidades, quer de clubes, quer da própria estrutura de formação da selecção. Só como exemplo, pergunto o que é que os juniores do Benfica poderão evoluir, tendo João Alves como treinador? Pode saber bem o que é a mística do Benfica, mas é não será igualmente importante transmitir conhecimentos actuais sobre o jogo? É apenas um exemplo! Assim como no pólo aposto acredito que um homem como Rui Jorge é capaz de emprestar mais qualquer coisa na formação do Belenenses.
Para isso os clubes terão que ser os primeiros a dar o exemplo, continuando a importar camiões de jogadores estrangeiros, dificilmente os nossos meninos terão oportunidade de poder crescer como jogadores, era bom ver mais Migueis Vítor, Danieis Carriços, Adrien Silvas. Senão voltamos rapidamente ao passado, de andar sempre com calculadora na mão, e só irmos a Europeus e mundiais quando o rei faz anos.
Tudo isso desabou em cima de Carlos Queiroz, mas como atrás referi, também ele tem as suas culpas no cartório, na agora, mais que provável não qualificação de Portugal para o Mundial 2010, mas para perceber a gravidade de uma ferida, temos que olhar em profundidade para a mesma. E a profundidade da ferida nacional é muito maior do que se pensa.
Ps: temos sempre a possibilidade de naturalizar tudo o que é Brasileiro acima da média que aparece no nosso burgo, mas não me parece que esse seja o caminho.
No entanto acho que chegou o momento de pessoalmente, lançar o meu olhar, sobre a casa selecção nacional.
Para poder fazer esse balanço actual, deverei obrigatoriamente primeiro falar do passado recente dessa mesma selecção.
A chamada geração de ouro demorou a consolidar e a estabilizar em termos de futebol sénior, esteve presente no euro 1996 em Inglaterra, falhou o mundial de 1998, voltou no Euro 2000 (o melhor em termos de qualidade futebolística), e esteve ainda no mundial de 2002 (o desastre), dessas selecções faziam parte jogadores como, João Pinto, Figo, Rui Costa, Fernando Couto, Vítor Baía, Paulo Sousa, todos eles jogadores de que estavam entre os melhores do mundo nas suas posições acompanhados por Hélder, Pedro Barbosa, Jorge Costa, Dimas, Paulo Bento, Nuno Gomes, Abel Xavier, jogadores que não sendo do top mundial, eram jogadores titulares nos seus clubes e que emprestavam também eles qualidade á selecção.
Com a entrada de Scolari e dois anos para preparar o europeu em terras lusas, dos que referi anteriormente como jogadores de top, o Brasileiro apostou em Figo (galáctico), Rui Costa (por esta altura no Milan) e Fernando Couto (por essa altura, titularissímo de uma super Lázio), questões físicas afastaram Paulo Sousa, exclui João Pinto da selecção (estava castigado por um período longo devido a agressão ao arbitro no ultimo jogo do mundial 2002), e fez de Vítor Baia o seu caso de guerra com os media Portugueses., dando a baliza a Ricardo. A Figo, Rui Costa e Fernando Couto, juntou Jorge Andrade, Ricardo Carvalho, Maniche, viu Miguel e Paulo Ferreira tornarem-se dois dos melhores laterais direitos da altura, assistiu ao rápido crescimento de Cristiano Ronaldo e por fim naturalizou Deco. Ficando a selecção nacional com um núcleo de 7 / 8 jogadores de top mundial, todos titulares nas melhores equipas do mundo.
Após esta longa introdução / reflexão, sobre o que foi o passado recente da selecção, em termos de qualidade individual dos jogadores chaves, chagamos ao motivo deste post.
Desde a algum tempo, que defendo (defendemos) que Portugal, depende em muito da capacidade e do momento de…Deco. Se o Luso brasileiro está bem, a selecção está bem, se não, é o cabo dos trabalhos, após a retirada de Rui Costa, este é e será sempre o problema de todo e qualquer seleccionador, encontrar um jogador que possa dar tão bom rendimento como Deco naquele posição chave, de qualquer equipa que tenha que assumir as despesas do jogo.
Desde á algum tempo (e aqui sei que não reúno consenso) que defendo que a selecção nacional é uma selecção de qualidade mediana, e que lhe falta, os tais jogadores de top mundial, caímos de um numero de 7/8 como referi anteriormente para 4/5, Ricardo Carvalho (com muitas lesões nos últimos 2 anos) Pepe, Deco, Cristiano Ronaldo e Simão, sendo que em minha opinião, Simão é um jogador de clube, na selecção não consegue atingir o protagonismo, que atinge nos clubes. No entanto os jornalistas, portugueses continuam a colocar-nos em termos qualitativos num patamar que actualmente não atingimos. Basta fazer este raciocino lógico. O actual Guarda redes joga (sem querer ferir o Braga) num clube, que luta num campeonato como ao Português para ir á UEFA, continua a faltar um lateral esquerdo de raiz e que dê garantias, no meio campo jogaram desta vez Pepe (central de origem), Tiago tem qualidade está perto de ser um jogador de top mundial, mas não é, Meireles nunca será um jogador de top mundial, podem ainda jogar João Moutinho, ainda não é um jogador de top mundial, veremos se lá conseguirá chegar, Manuel Fernandes por culpa própria vai passar, ao lado de uma grande carreira internacional, Maniche já o foi, mas por diversos motivos nos últimos anos, não tem conseguido fazer uma época a jogar regularmente.
Depois para a frente á Quaresma, está a chumbar nesta prova de afirmação, como grande jogar de equipas de top, no Inter não aguentou a pressão, no Chelsea não passa de mais uma opção, Nani não é titular indiscutível no Manchester United e joga quando é para fazer descansar algum dos jogadores do núcleo duro, Danny, tem qualidade mas joga num campeonato de igual qualidade ao Português, na melhor equipa da Rússia, parece-me pouco para o considerar um jogador de top mundial, Hugo Almeida não é titular indiscutível no Werder Bremen.
Em minha opinião temos actualmente uma selecção que se sente mais confortável em jogos onde não tenha que assumir as despesas do jogo. Sente-se mais confortável em jogos onde possa jogar em contra – ataque, onde não tenha que jogar contra defesas cerradas. Ora isso só pode acontecer frente a selecções como Franças, Holandas, Inglaterras, Itálias? Espanhas Argentinas e Brasil (todos vimos o massacre que foi no ultimo Brasil – Portugal).
Contra equipas que tal como a Suécia, defendem bem, e jogam bem fechadas, a táctica de dar a bola ao Cristiano Ronaldo e ele que resolva, não resulta e nunca resultará para atingir apuramentos e ou boas qualificações nas grandes provas de selecções. A Decodependência é gritante, á já algum tempo.
Queiroz está a pagar o preço de actualmente termos uma selecção qualidade mediana, certamente também terá as suas culpas no cartório, mas sempre ouvi dizer que é impossível fazer omeletas sem ovos. Prova disso mesmo que acabei de dizer são estás duas perguntas que vos deixo para reflexão.
Alguém se lembra de nos últimos 10 anos termos ganho algum título europeu ou mundial nas camadas mais jovens? Alguém se lembra de boas prestações das nossas selecções de esperanças, nas últimas fases de apuramento para europeus e jogos Olímpicos? Certamente todos se lembram do Europeu de esperanças que se disputou no nosso país e que onde antes de jogarmos, já o tínhamos ganho, e inclusive já passeávamos a taça pelo território nacional. Resultado? Não passamos da 1ª fase.
O futuro do futebol Português preocupa! Estamos doentes de qualidade, e teremos que repensar a formação, metodologias de trabalho, mentalidades, quer de clubes, quer da própria estrutura de formação da selecção. Só como exemplo, pergunto o que é que os juniores do Benfica poderão evoluir, tendo João Alves como treinador? Pode saber bem o que é a mística do Benfica, mas é não será igualmente importante transmitir conhecimentos actuais sobre o jogo? É apenas um exemplo! Assim como no pólo aposto acredito que um homem como Rui Jorge é capaz de emprestar mais qualquer coisa na formação do Belenenses.
Para isso os clubes terão que ser os primeiros a dar o exemplo, continuando a importar camiões de jogadores estrangeiros, dificilmente os nossos meninos terão oportunidade de poder crescer como jogadores, era bom ver mais Migueis Vítor, Danieis Carriços, Adrien Silvas. Senão voltamos rapidamente ao passado, de andar sempre com calculadora na mão, e só irmos a Europeus e mundiais quando o rei faz anos.
Tudo isso desabou em cima de Carlos Queiroz, mas como atrás referi, também ele tem as suas culpas no cartório, na agora, mais que provável não qualificação de Portugal para o Mundial 2010, mas para perceber a gravidade de uma ferida, temos que olhar em profundidade para a mesma. E a profundidade da ferida nacional é muito maior do que se pensa.
Ps: temos sempre a possibilidade de naturalizar tudo o que é Brasileiro acima da média que aparece no nosso burgo, mas não me parece que esse seja o caminho.
terça-feira, 24 de março de 2009
Lucílio Benfiquista....? ou apenas um mau árbitro?
Este blog, foi criado com a intenção de se falar dos jogadores, e dos seus golos e jogadas, dos treinadores e das suas opções tácticas. Mas peço permissão aos habituais leitores deste espaço, para abrir uma excepção e dar a minha opinião ao pós final da taça da liga. A já alguns anos que os adeptos do Benfica, (e de alguns clubes de menor dimensão) afirmam sem qualquer tipo de pudor, que Lucílio Baptista é um mau árbitro, pessoalmente já vi o arbitro de Setúbal (Almada), cometer erros de avaliação de lances muito mas muito caricatos. Muitos mas muitos anos depois, os adeptos do Sporting, finalmente perceberam aquilo, que os seus rivais encarnados, á muitos anos diziam...e perceberam porquê? Porque sentiram na pele. Se as duas equipas não foram brilhantes, Lucílio durante os 90 minutos, foi horrível, para as duas equipas, tocando ao Sporting a fava maior. Agora passando para o pós jogo, já ouvi falar em 1000 ideias, mas a mais ridícula é sem duvida aqueles que falam da repetição do jogo. Imaginem se fossem repetir todos os jogos decididos com erros dos árbitros. Por outro lado se bem se lembram, á alguns anos a federação Portuguesa, na altura organizadora do campeonato nacional, decidiu repetir um Benfica Sporting, onde houve também um erro técnico a marcar a actuação, do árbitro da altura. (se a memoria não me atraiçoa, Jorge Coroado), o jogo foi repetido, e mas tarde anulada a repetição ordens, superiores da UEFA e FIFA. Sportinguistas, não foram roubados, foram prejudicados por mais um erro de 1 árbitro de fraca qualidade, que errou por não ter condições para mais, errando sistematicamente em prejuízo das duas equipas, e tal como todos sabemos, acabando o Sporting por ter o prejuízo maior. Da forma como estão a fazer deste jogo, um cavalo de batalha, parecer que o Sporting nunca ganhou, este ano jogos com erros de árbitros. No meio desta discussão toda, que já entrou na resposta e contra resposta, ninguém e inocente, entra-se na fase final da época e colocar mais pressão sobre conselho de arbitragem, e árbitros, pode valer mais uns livres, contra ou a favor...não gosto de falar neste tipo de assuntos neste espaço, mas desta vez foi inevitável....
segunda-feira, 23 de março de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
Braga vs PSG e o maldição do nº1
Será que existe uma maldição sobre o número 1 da selecção nacional? Será que existe algum trauma que atinge em particular, o guarda redes que é no momento o titular da selecção nacional de futebol?
Ser que são atingidos por falta de confiança, ou sentem o peso da responsabilidade?
O enigma mantêm-se, e cabe a Eduardo, contrariar responder as perguntas / suposições que coloquei, porque uma boa equipa / selecção começa na baliza.
Ser que são atingidos por falta de confiança, ou sentem o peso da responsabilidade?
O enigma mantêm-se, e cabe a Eduardo, contrariar responder as perguntas / suposições que coloquei, porque uma boa equipa / selecção começa na baliza.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Final taça da Liga
Paulo Bento foi um médio defensivo, dos melhores que o nosso pequenino país á beira mar plantado teve, sóbrio, lúcido, de processos simples, com boa visão e leitura de jogo, sempre procurando manter os equilíbrios defensivos e ofensivos da sua equipa, um jogador de equipa, discreto mas eficaz, do Futebol Benfica ou Benfica foram 6 épocas, com passagens pela Amadora e Guimarães, duas épocas na Luz e partida para quatro no Real Oviedo onde chegou a capitão de equipa. Terminou no Sporting após outras 4 épocas de serviço. Três taças de Portugal (Estrela, Benfica e Sporting), e um campeonato nacional pelos Leões, fazem parte do seu curriculum.
Quando vejo hoje Paulo Bento no banco de treinadores, lembro-o ainda jogador que tantas vezes vi jogar, e a postura é a mesma, mas sem a bola nos pés.
Enrique Sanhes Flores, lateral direito de posição natural, começou no C. D. Pégaso, seguindo-se uma vida de 10 anos de Valência, quebrada para rumar ao Real Madrid onde esteve dois anos, terminando no Zaragosa. Sinceramente não me lembro de ter visto muitos jogos de Quique Flores, não me lembro do seu estilo, da sua atitude dentro dos relvados, da sua mentalidade, do seu carácter. De Quique apenas me recordo enquanto treinador. NO entanto foi internacional espanhol, o que deve ser um pouco significativo do seu valor.
São estes dois homens que comandam Sporting e Benfica no próximo sábado, na final de uma taça que ainda não tem qualquer importância no calendário nacional e que sempre foi pautada pela polémica.
Que vença aquele que for melhor em campo……
Quando vejo hoje Paulo Bento no banco de treinadores, lembro-o ainda jogador que tantas vezes vi jogar, e a postura é a mesma, mas sem a bola nos pés.
Enrique Sanhes Flores, lateral direito de posição natural, começou no C. D. Pégaso, seguindo-se uma vida de 10 anos de Valência, quebrada para rumar ao Real Madrid onde esteve dois anos, terminando no Zaragosa. Sinceramente não me lembro de ter visto muitos jogos de Quique Flores, não me lembro do seu estilo, da sua atitude dentro dos relvados, da sua mentalidade, do seu carácter. De Quique apenas me recordo enquanto treinador. NO entanto foi internacional espanhol, o que deve ser um pouco significativo do seu valor.
São estes dois homens que comandam Sporting e Benfica no próximo sábado, na final de uma taça que ainda não tem qualquer importância no calendário nacional e que sempre foi pautada pela polémica.
Que vença aquele que for melhor em campo……
Ps: Derby é derby nem que seja de caricas
segunda-feira, 2 de março de 2009
Porto vs Sporting...Errar e persistir no erro
Mau, muito mau o último clássico deste campeonato. Melhor resultado e exibição do Sporting, que acabou por conseguir um resultado que o deixa ainda com muitas esperanças em relação ao titulo.
Sem Fucile e Sapunaru, dois laterais direitos, Jesualdo optou por colocar na posição Pedro Emanuel, central adaptado, o que se compreenderia se á sua frente joga-se um homem capaz de dar profundidade ofensiva ao jogo do Porto pelo corredor direito. Compreenderia se esta decisão fosse é esquerda, porque Cristian Rodriguez consegue muitas vezes sem o apoio do lateral esticar o jogo pelas alas, mas pela direita isso já não acontece, porque Lisandro procurou sempre zonas mais interiores e Lucho não é nem nunca há-de ser um ala. Erro táctico que Jesualdo nunca desfez, mesmo quando Cissokho se lesionou e passou Pedro Emanuel para a esquerdo da defesa, Jesulado preferiu Tomás Costa a Mariano, talvez porque não lhe interessou, Mariano estava no banco e já foi utilizado naquele mesmo lugar. O certo é que com isso obrigou, a equipa a virar constantemente á esquerda, tornando o seu futebol previsível e facilmente anulado.
Bento leu bem o onze do Porto e percebeu facilmente isso mesmo, que teria unicamente que se preocupar com o corredor esquerdo portista, assim, jogou com Pedro Silva a lateral direito, e Pereirinha no seu apoio directo.
Rodriguez e Cissokho bem tentaram, mas aqueles que mais directamente deveriam dar-lhes apoio nas triangulações, raramente se movimentavam para isso mesmo, Raul Meireles, muito preso á sua posição defensiva, e Hulk não saia da marcação para dar apoio, ou quando saia era para receber passes frontais do seu meio campo.
O Sporting acabou por ter um jogo tranquilo, porque perante esta passividade atacante Portista, soube controlar os espaços, soube controlar os apoios defensivos, nunca deixou os seus laterais (principalmente Pedro Silva) sem protecção, Moutinho e Izmailov nunca deixaram Rochemback abandonado no miolo Leonino.
Para além disso Izmailov (grande jogo, não entendi a sua substituição) com espaço para jogar pelo posicionamento recuado de….Pedro Emanuel, vinha atrás buscar jogo e carrilhava o jogo ofensivo da equipa por ali.
Num jogo quase sempre mal jogado, o Sporting acabou por ter as melhores e mais claras oportunidades de golo, e teve sempre o Porto controlado e bem amarrado…graças á persistência táctica de Jesualdo.
Sem Fucile e Sapunaru, dois laterais direitos, Jesualdo optou por colocar na posição Pedro Emanuel, central adaptado, o que se compreenderia se á sua frente joga-se um homem capaz de dar profundidade ofensiva ao jogo do Porto pelo corredor direito. Compreenderia se esta decisão fosse é esquerda, porque Cristian Rodriguez consegue muitas vezes sem o apoio do lateral esticar o jogo pelas alas, mas pela direita isso já não acontece, porque Lisandro procurou sempre zonas mais interiores e Lucho não é nem nunca há-de ser um ala. Erro táctico que Jesualdo nunca desfez, mesmo quando Cissokho se lesionou e passou Pedro Emanuel para a esquerdo da defesa, Jesulado preferiu Tomás Costa a Mariano, talvez porque não lhe interessou, Mariano estava no banco e já foi utilizado naquele mesmo lugar. O certo é que com isso obrigou, a equipa a virar constantemente á esquerda, tornando o seu futebol previsível e facilmente anulado.
Bento leu bem o onze do Porto e percebeu facilmente isso mesmo, que teria unicamente que se preocupar com o corredor esquerdo portista, assim, jogou com Pedro Silva a lateral direito, e Pereirinha no seu apoio directo.
Rodriguez e Cissokho bem tentaram, mas aqueles que mais directamente deveriam dar-lhes apoio nas triangulações, raramente se movimentavam para isso mesmo, Raul Meireles, muito preso á sua posição defensiva, e Hulk não saia da marcação para dar apoio, ou quando saia era para receber passes frontais do seu meio campo.
O Sporting acabou por ter um jogo tranquilo, porque perante esta passividade atacante Portista, soube controlar os espaços, soube controlar os apoios defensivos, nunca deixou os seus laterais (principalmente Pedro Silva) sem protecção, Moutinho e Izmailov nunca deixaram Rochemback abandonado no miolo Leonino.
Para além disso Izmailov (grande jogo, não entendi a sua substituição) com espaço para jogar pelo posicionamento recuado de….Pedro Emanuel, vinha atrás buscar jogo e carrilhava o jogo ofensivo da equipa por ali.
Num jogo quase sempre mal jogado, o Sporting acabou por ter as melhores e mais claras oportunidades de golo, e teve sempre o Porto controlado e bem amarrado…graças á persistência táctica de Jesualdo.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Bayern - 5 lições de como simplificar um ataque
Confesso que não esperava um Bayern tão “gigante” em Alvalade, viu 1 ou 2 jogos dos Bávaros antes da pausa de inverno, e mais recentemente mais dois ou 3. Identificava uma equipa com muitos problemas quando jogava frente a equipas com bloco baixo, com centrais fortes no jogo aéreo para anularem quer Klose, quer principalmente Luca Toni. Vi sempre uma equipa muito dependente da capacidade de criação de espaços de Ribery e da qualidade de cruzar ou rematar de Schweinsteiger. Mas era uma equipa que tinha dificuldades de fazer chegar rapidamente e em condições a bola, aos homens da frente, pela pouca dinâmica incutida por Zé Roberto e Vam Bommel. Vi uma equipa com algumas dificuldades em ganhar a bola em zona subida. Um 4*4*2 puro (ao contrário do Benfica, que continuo a dizer que é mais um 4*2*3*1), que tal como já disse anteriormente denotava facilmente dificuldades contra equipas de bloco baixo. Essas dificuldades são muitas vezes ultrapassadas pela qualidade individual dos seus Jogadores.
O Bayern teve em Alvalade tudo aquilo que não tem habitualmente no campeonato Alemão. Espaço e tempo para pensar, principalmente na 2ª parte. Repetiram várias vezes o mesmo movimento, bola na esquerda em Ribery, subida do lateral Lahm no apoio, e aproximação normalmente de Zé Roberto procurando o espaço vazio entre as costas de Rochemback que saia em apoio ao lateral (Abel 1º e depois Pereirinha). Caso Zé Roberto não conseguisse ganhar esse espaço, sai dessa zona, arrastando o seu marcador directo, deixando-a livre para aparecer Klose, avançado que ocupa sempre o lado por onde a bola esta ser jogada. Ou seja ao receber a bola Ribery sabia que normalmente iria sempre 3 soluções de passe Lahm (lateral), Zé Roberto (médio) e Klose (avançado), para efectuar rápidas triangulações e assim ganhar facilmente a linha de fundo servindo Luca Toni ou mesmo Klose.
Quem disse que os processos simples não são os de mais sucesso.
O Bayern teve em Alvalade tudo aquilo que não tem habitualmente no campeonato Alemão. Espaço e tempo para pensar, principalmente na 2ª parte. Repetiram várias vezes o mesmo movimento, bola na esquerda em Ribery, subida do lateral Lahm no apoio, e aproximação normalmente de Zé Roberto procurando o espaço vazio entre as costas de Rochemback que saia em apoio ao lateral (Abel 1º e depois Pereirinha). Caso Zé Roberto não conseguisse ganhar esse espaço, sai dessa zona, arrastando o seu marcador directo, deixando-a livre para aparecer Klose, avançado que ocupa sempre o lado por onde a bola esta ser jogada. Ou seja ao receber a bola Ribery sabia que normalmente iria sempre 3 soluções de passe Lahm (lateral), Zé Roberto (médio) e Klose (avançado), para efectuar rápidas triangulações e assim ganhar facilmente a linha de fundo servindo Luca Toni ou mesmo Klose.
Quem disse que os processos simples não são os de mais sucesso.
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