quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Quando não podes mudar...evolui!

A mudança ou evolução são processos que levam o seu tempo, tem de se estruturados, desde a identificação dos pormenores menos positivos ou necessidades, á aplicação na pratica dessa mesma mudança ou evolução.

È este o pensamento que me ocorre, ao ver o actual Sporting. Não me parece ainda uma equipa sólida, mas pode para lá caminhar, porque se encontrava em mudança e em evolução, e se um desses processos já é complicado, ambos em simultâneo, duplica a complexidade da tarefa.

Carvalhal, chegou, mudou para estancar, baralhou, testou e rapidamente voltou ao ponto de partida, ou seja percebeu que com o actual plantel seria difícil mudar e evoluir ao mesmo tempo, assim, voltou ao esquema táctico para o qual este plantel foi construído, o 4*4*2 losango, deixando de lado a mudança, mas não desistiu da evolução, assim sentiu a necessidade de dar ao sistema táctico e a filosofia de jogo (mais ao sistema que á filosofia), uma nova e maior dinâmica.
O nome e o rosto dessa nova e maior dinâmica, é só um João Pereira.
Dois jogos chegaram para provar que é reforço, e com o seu jogo feito de nervo, irreverência (mais contida actualmente do que nos tempos de Benfica), contagiou alguns dos seus colegas. Apesar de colocado na lateral direita em dois jogos foi dos jogadores do Sporting que mais teve a bola nos pés, sinonimo que a nova dinâmica do futebol do Sporting passa por laterais que consigam dar profundidade ofensiva. Se á direita o assunto está mais que arrumado (Abel ou Pedro Silva terão que partir), á esquerda, o único lateral que vejo para conseguir fazer um trabalho semelhante é….Miguel Veloso, desculpem-me a insistência, mas do actual plantel leonino só Veloso consegue dar o equilíbrio necessário a atacar e a defender.

Na nova dinâmica entra também Adrien Silva, que no campo “limita-se”, a ficar o mais quieto possível, para ser apoio na circulação de bola de um corredor para o outro, e a fazer compensações aos laterais.

Um dos responsáveis por Carvalhal ter voltado ao losango é Saleiro, teve a oportunidade, correspondeu, e fez Carvalhal pensar que de futuro podia ser uma boa dupla com Liedson. Se bem que Saleiro sabe que quando Liedson e Sinama Pongolle voltarem das lesões, terão direito a serem testados juntos.

Se João Pereira, Saleiro e Adrien são os rostos positivos da evolução Leonina
Matias Fernandez e Polga, serão os rostos da mudança, o Chileno passa agora mais tempo no banco, e o até agora titular, fosse em que condição fosse Polga, faz-lhe companhia, e acredito que no inicio do próximo ano, já não se treine em Alcochete.

Ainda há muito trabalho para fazer por Carvalhal e a sua equipa, principalmente na segurança e dinâmica com que as acções colectivas são efectuadas, mas já começam a mostrar uma imagem mais atraente do que até á bem pouco tempo atrás.
Ps: Carvalhal tem também Izmailov, pelo qual tanto Bento suspirou, com ele em campo, há outro Sporting, para melhor.

A inadaptação do Benfica (Aimar) e do Barcelona em sair do seu estilo.

O Benfica da época 2009/10 é como se sabe uma equipa que gosta de sair de trás a jogar, pelos corredores lateiras do campo em velocidade, com trocas rápidas de bola.
O Barcelona é como se sabe uma equipa de posse e circulação, á procura do momento certo para atacar a baliza.

Aimar é um “menino” que não sabe chutar a bola para a frente e correr atrás dela, gosta de receber, tocar, tocar, desmarcar, voltar a receber, tocar, driblar, lançar com objectivo, não chutar e correr atrás.
Colocar Aimar, no campo, nas condições em que o relvado do Dom Afonso Henriques, se apresentou ontem, pareceu-me logo uma “ insensatez”. Jesus quis dar ritmo a Aimar, mas acabou por apenas e só o enervar, Aimar corria, lutava, tentava, mas era impossível, praticar o seu futebol. Enervou-se, nunca foi o organizador que tem sido nesta época, a quase acaba expulso.
Apesar das condições do relvado, Jesus achou por bem, não abdicar de início, dos principio que tem regido o futebol encarnado, e com isso deu mais de 45 minutos ao Vimaranenses, que com todo o mérito foram quase sempre mais equipa.

Ao intervalo, Jesus deu a mão a palmatória e percebeu que precisava de peso no meio campo, e de um futebol mais directo, Entraram Javi Garcia (peso) e Cardozo, altura e referencia no pontapé longo, para queimar metros na progressão no terreno enlameado de jogo. Equilibrou, sofreu um golo, podia ter sofrido o 2º, podia ter empatado mais cedo, e acabou mesmo por empatar.
Os de Lisboa demoram 60 minutos a sair do seu estilo de jogo, demoraram todo esse tempo, para se adaptarem á inadaptação de não poderem fazer o seu jogo.

Ao mesmo tempo que vejo a 2ª parte do Benfica, observo o Sevilla Barcelona, 2ª mão da Taça do Rei, que se iniciava com vantagem para os Sevilhanos por 2-1.
Início de jogo forte dos homens de Sevilha, muita pressão no meio campo do Barça e com bola, procuravam mantê-la o máximo de tempo possível, retirando assim o máximo de posse de bola ao Barcelona.
O Barcelona sem o seu DNA de jogo, posse de bola, não conseguia sequer fazer cócegas.
Em campo, mais uma vez, Jesus Navas encantava-me com as suas arrancadas, com o seu estilo esguio, atrevido, dinamitando todo o corredor direito Sevilhano, deixando Abidal com a cabeça em água.

O Barcelona, mesmo tendo que marcar dois golos para passar a eliminatória, mesmo se vendo posto em sentido pelo futebol ofensivo do Sevilha, calma e tranquilamente procurava o seu jogo, procurava melhorar a sua posse de bola.
Demoraram cerca de 60 minutos a faze-lo, mas nunca mas mesmo nunca, deram um chutam para o ar, sem nexo, nunca procuraram desesperadamente a baliza, nunca esqueceram a sua filosofia de jogo.
Após o golo de Xavi, lá continuou, a mesma paciência em busca do golo, a mesma posse e circulação, e as oportunidades de golo desperdiçadas em serie.
Mesmo no minuto 89, não caem na tentação de fazer futebol directo e colocarem a bola dentro da área do Sevilha, não estão adaptados para isso.
Palop salvou o Sevilha, e os Andaluzes eliminaram o Barça, com mérito, claro, porque é necessário mérito para o fazer.

No fim do jogo lembro-me novamente de Aimar, e de como ele teria sido muita mais feliz a jogar no relvado do Sánches Pizjuán, a jogar de bluegrena, a jogar numa equipa que tem a mesma filosofia de jogo, que o Benfica não pode ter ontem em Guimarães.
Aimar nos 45 minutos que esteve em campo nunca se adaptou, ao que tinha que ser feito sobre aquele terreno de jogo, mas certamente que em 5 minutos se adaptaria á posse e circulação de bola de Xavi, Iniesta e Messi.


Ps: No 4º minuto dos descontos de 2ª parte Pique, dá “finalmente” um chutam em busca da sorte, para a área do Sevilha, claro que dai nada resultou para o Barcelona, não esta no seu DNA.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

o meu 11 de 2009

Final de 2009, altura de falar dos 11, que mais me impressionaram durante este ano

Para a baliza, escolho Júlio César, Guarda redes do Inter e da selecção Brasileira, se na selecção tem uma defesa que lhe dá alguma tranquilidade, no clube é ele que muitas vezes resolve os problemas que a sua própria defensiva lhe coloca, sendo um dos grandes responsáveis por Mourinho ter ganho um “Scudetto”.

Para lateral direita Maicon, também ele lateral do Inter e da selecção Brasileira, Maicon sempre seguro a defender é no entanto nas acções ofensivas que se destaca, chegando a confundir-se com um extremo.

Na Lateral Esquerda o Francês Evra, depois de alguma inconstância, nas ultimas duas épocas no Man United confirma-se como lateral de nível mundial.

Para centrais escolho uma dupla Espanhola e do Barcelona, Puyol, que personifica o espírito catalão, e pode jogar em qualquer lugar da defensiva, e para o seu lado, aquele que para mim foi o jogador que mais evolui, Gerard Pique, que ao longo de 2009 tornou-se uma das figuras dos Barcelonistas. Rápido, com bom jogo aéreo e muita qualidade técnica a nível do passe.

Para o meio campo escolho 3 jogadores. Os 2 primeiros, são os “gémeos” da Catalunha Xavi e Iniesta, e certamente não preciso de explicar o porque de aqui constarem, os 6 títulos no ano do Barcelona tem a sua marca. Para completar o trio de meio campo, Kaká. Não foi certamente o melhor ano do Brasileiro, mas mesmo num ano menos bom, esteve no melhor Milan e mudou-se para Madrid.

Na frente de ataque, não existem também grande duvidas, nem grandes explicações, Cristiano Ronaldo á direita, Ibrahimovic ao centro, pela importância no titulo interno do Inter, e á esquerda aquele que foi coroado recentemente como melhor do mundo, Messi.

Para treinar este onze de luxo, aquele que sem duvidas foi o melhor treinador no ano de 2009 Guardiola, ninguém ganha o que ele ganhou apenas e só por ter bons jogadores.

Ps: De fora ficam Fabregas (o que jogou em 2009), Yoann Gourcuff, Adebayor, Drogba, Pato, Daniel Alves, Eto´o, Arshavin (grandes momentos de futebol), Rooney e Lampard

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Onde se ganha um clássico.


Para se ganhar um clássico ou um derby, jogos normalmente com um grau de dificuldade maior, pela envolvência dos próprios jogos, é necessário que as equipas estejam bem em todos os sectores do campo. Desde a baliza até ao ataque.
No passado Domingo no clássico Benfica Porto, o jogo do gato e do rato de 2 jogadores, desequilibrou o jogo a favor dos encarnados de Lisboa.

Fernando pela posição que ocupa no campo, tem de ser considerado um jogador importante na estratégia portista, pelas linhas de passe que deve cortar, pelos compensações que deve fazer, pelos equilíbrios que deve dar á equipa na zona frontal do relvado.
Pelo facto de Jesualdo optar por deixar um dos seus centrais soltos de marcação (normalmente Bruno Alves), para dobrar o resto da defesa, no Domingo tocou-lhe em sorte aparecer no seu espaço Javier Saviola, que como sabemos é um avançado móvel, que normalmente baixa no campo, procurando espaço entre linhas, ou caindo nas faixas laterias, para depois em drible, velocidade ou em tabelas, aparecer na zona de finalização.

Estas movimentações de Saviola, obrigaram Fernando a desposicionar-se do corredor central, deixando constantemente a luta de meio campo entregue a Meireles e Guarin, perante 4 elementos encarnados, Javi Garcia, Ramires, Carlos Martins, e Urreta, que apesar de ser extremo partia normalmente de trás para a frente.

Foi nesse desequilíbrio numérico, que a durante a 1ª parte, na zona onde normalmente se ganha os jogos, que o Benfica ganhou o clássico.

Em contra ponto, quando o Porto na 2ª parte colocou dois avançados na zona central, Falcão e Hulk (depois Farias), com Varela e Rodriguez ,nas alas, o Benfica defensivamente preferiu Jogar, com os dois centrais a marcarem os dois avançados, ou com 1 dos laterais (normalmente o lateral da lado contrário ao da bola) a fechar para a marcação de um dos avançados.

Duas formas diferentes de atacar nos mesmos esquemas 4*4*2, mobilidade de Saviola, nos dois da frente encarnados, mais presos em entregues á marcação Hulk e Falcão, para duas formas diferentes de defender, no Porto o pivot defensivo (Fernando) marca individualmente e disposiciona-se, no Benfica, Javi Garcia mantém a sua posição e a marcação aos dois avançados fica entregue a coordenação defensiva dos 4 defesas.

Qual das duas formas de defender é mais correcta?
A resposta dependerá sempre das características próprias das equipas.
Neste clássico levou vantagem o Benfica, e um dos motivos para isso, foi a vantagem que Saviola ganhou a Fernando nos seus duelos individuais.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A importância do Futebol do Barcelona como exemplo de formação


É quase consensual, que o futebol praticado pelo F. C. Barcelona nesta ultima época e meio, é o mais espectacular e eficaz da actualidade.

Como treinador de escalões de formação, pego em muitos exemplos que acontecem nos jogos, que hoje em grande parte são televisionados, para uma melhor explicação, exemplificação e entendimento do jogo por parte dos “Petits”.
Ora se o grande objectivo do jogo é chegar ao golo, o Barcelona é hoje em dia um bom exemplo, pelas diferentes formas como consegue produzir futebol ofensivo, individual e colectivamente tendo como fim esse mesmo objectivo.

Desde cedo, nós treinadores / formadores, tentamos trabalhar entre outros aspectos o aperfeiçoamento da recepção, passe e desmarcação, do aspecto do drible e da criatividade, da utilização da velocidade de pensamento, reacção e de execução, da procura da largura do campo, como forma de chegar á profundidade. Tentamos incutir aquilo que chamamos princípios básicos do jogo.

Tudo isto tem ou tem tido o Barcelona de Guardiola. Por isso mesmo, é hoje, se não a equipa mais importante, é das mais importantes como referência explicativa e exemplificativa para os mais jovens, que sonham ser um dia jogadores de futebol

A qualidade de recepção de bola demonstrada por grande parte dos seus atletas, a capacidade de passe curto, em busca de progressão no campo. através de tabelas sucessivas em espaço curto, com a alternância de passe longo procurando variar o chamado centro do jogo, a capacidade de drible nos confrontos de 1*1 ou 1*2 (2 defensores) com os seus opositores directos, as desmarcações nos espaços vazios, tudo isto aliado a velocidade com que pensam e executam.

Se nós no campo tentamos incentivar e motivar os nossos jovens para a aprendizagem, actualmente são Messi. Xavi, Iniesta, Ibra, Henry, Puyol, Daniel Alves, Pedro, Keita, Rafa Marquez , Piqué, etc os melhores professores que se podem encontrar como equipa, porque semanalmente dão verdadeiras aulas exemplificativas de bom futebol, de sentido colectivo, sentido táctico, recorrendo-se das suas características.

Se o futebol saiu das ruas, onde a aprendizagem e a execução do jogo, era instintiva e natural, com pouco entendimento do mesmo, passa para as chamadas Escolas de Futebol (até as próprias escolas primárias começam a ter as suas) onde, essa lado instintivo e natural, passa a ser estruturado e orientado, para o entendimento do jogo. É excelente que consigamos utilizar exemplos individuais, postos ao serviço de um grande colectivo, como é a equipa do Barça, dai a sua importância como exemplo prático de formação.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Benfica vs Porto 2009/10

Todo o jogo tem a sua Particularidade, assim como todos os clássicos por mais edições que tenham, terão sempre a sua particularidade. Este tem a particularidade de poder fazer com que o Benfica, apesar de ter passado grande parte do tempo na frente dos seus dois maiores rivais, passe a celebre quadra natalícia atrás de um deles, o Porto.

Jesus deve andar por estes dias, com os cabelos mais brancos, com menos horas de sono, e com redobrada atenção aos treinos da sua equipa, em busca de um 11 que não defraude as expectativas do sua massa de adeptos. Busca ansiosamente soluções para substituir apenas e só Ramires, Coentrão, Di Maria e Amorim aquele que chamo de 12 jogador também está KO, Aimar estará em duvida até á hora do jogo.

Não há jogadores insubstituíveis, o melhor não deveria haver, Ramires é um dos casos deste Benfica, o Brasileiro chegou, viu e rapidamente convenceu, tornando-se insubstituível em campo. De todos os ausentes, aquele que para mim menos falta fará ao Benfica, em termos de colectivo é….Di Maria, o Argentino á muito que voltou ao futebol irregular que tem caracterizar os seus anos na Luz. Coentrão e Amorim, substitutos da Ramires a Di Maria acabam por castigo e lesão, também eles ficar de fora.

A equipa de Jesus á cerca de 3/4 jogos que deixou de apresentar frescura física, o que juntando um maior conhecimento por parte dos adversários, dos seus mecanismos ofensivos, tem diminuído e muito a qualidade futebolística encarnada.
Já todos perceberam a importância dos laterais no futebol encarnado, e trava-los ofensivamente é uma das chaves para logo emperrar o futebol encarnado, outra será anular as movimentações de Aimar e Saviola.

Voltando aos laterais, Jesus tem apostado em César Peixoto na esquerda, mas está mais que provado que o ex Bracarense, não consegue dar a profundidade necessária, que quer Schaffer ou mesmo Coentrão dão. Peixoto que curiosamente e certamente com a onde lesões e castigos, garante a titularidade quase certamente no lado esquerdo do meio campo, deixando a lateral esquerda para…David Luiz. È publico que Jesus não aprecia o lateral esquerdo Argentino, e não acredito que deposite nele confiança para jogar o clássico. Acredito pois que puxe David Luiz para a esquerda da defesa, jogando Sidnei ao lado de Luisão. Javi Garcia é certo assim como Aimar caso recupere, Filipe Meneses e Carlos Martins disputam as restantes vagas. Savila e Cardozo são intocáveis

Jesus poderá tornar essa desvantagem em vantagem, só perto da hora do jogo jesualdo saberá quem jogará do lado encarnado, vamos ver e como explora o treinador encarnado essa vantagem.

Jesualdo é neste momento um homem mais tranquilo, depois um uma fase menos boa, o Porto parece ter reencontrado o seu rumo, e tendo as armas todas á disposição, Jesualdo, poderá escolher o 11 que melhor se enquadra com as suas pretensões. E certamente a sua pretensão passa por passar o Natal á frente do seu rival.

Assim na defesa não há grandes duvidas, Helton, Fucile, Rolando, Bruno Alves e Álvaro Pereira. Fernando e Meireles estão certos no meio campo, á outra vaga ficará entre Guarin ou Belluschi. Na frente Hulk começando nas alas esquerda, para manter sempre atento Maxi Pereira e assim evitando as subidas do lateral encarnado, e do lado contrário Varela que lhe permite, equilibrar o meio campo com 4 elementos quando o Porto não tiver bola. Ou seja, repetir um pouco o que foi feito em Madrid, 4*3*3 em ataque, 4*4*2 a defender, sendo a nuance táctica definida pelo posicionamento de Varela. Sobram ainda Cristian Rodriguez em mais um regresso á Luz, Farias e Mariano Gonzalez, pouco querido pelos adeptos, mas de uma utilidade táctica para o treinador.

Porto muito mais previsível em termos de 11 base que o Benfica.

Aparentemente mais dificuldades para Benfica do que para Porto, fruto das consequências dos 2 últimos jogos, mas o publico encarnado não deixará a sua equipa sozinha, e certamente tentará ele ser o 12º jogador. Que efeito terá sobre os jogadores encarnado?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

“Quem se emocionar com as táticas que levante a mão”.

Um dia numa das minhas pesquisas na net (julgo eu que procurava frases de Jorge Valdano), deparei-me com esta pergunta que dá titulo ao post. “Quem se emocionar com as tácticas que levante a mão”.
Poucos o fariam, poucos levantariam a mão, poucos o fariam, respondendo afirmativamente a esta pergunta.

Numa altura em que se fala cada vez mais, em organização de jogo, modelos de jogo, filosofias de jogo, não se poderia resumir tudo á velha palavra, táctica.
Mas será a táctica a base das equipas, ou os jogadores que a compõe? A velha questão do treinador, que transporta a sua táctica de equipa para equipa ou o que muda de táctica conforme os jogadores que compõe o seu plantel.

Voltando á questão base deste texto, pergunto-me agora se o jogo, não estará agora dividido em dois. O jogo de futebol normal, para o “velho adepto” que não se “emociona” ou pouco valor dá ao aspecto táctico do mesmo, que quer ver é golos, dribles, ataque vs ataque, e um outro jogo, parecido com o xadrez onde as peças tem movimentos próprios, previamente antecipados pelo “Jogador” (leia-se treinador). Esses (treinadores) são os poucos que terão que obrigatoriamente levantar a mão, visto que mesmo durante os 90 minutos mínimos, em que decorre uma partida, terão que dar igual atenção, ao avançado que tacticamente cumpre o que se lhe pede, mas não o desiquilibra, e ao avançado que sem cumprir tacticamente resolve em termos numéricos o jogo, desequilibrando-o tacticamente a seu favor ou contra si, por não cumprir tacticamente. São os treinadores que cada vez menos desfrutam do jogo, porque constantemente, enquanto ele decorre, tem que decifrar enigmas adversários para, logo ajustar as suas peças, na livre movimentação pelo tabuleiro de jogo. Aqueles que apenas buscam divertimento no jogo, são incapazes de entender, o porquê do jogo estar cada vez mais táctico. As pessoas mais antigas, essas então não percebem o porquê desses monstros tácticos em que se tornaram os treinadores, terem matado o 10, aquele jogador ao qual lhe era dada liberdade para fintar, praticamente só atacar e que eram os ídolos do povo, aqueles que arrancavam dribles estonteantes, faziam golos divinais ou mágicas assistências. O 10 foi transformado em médio centro capaz de ter de jogar de área a área, em extremos, ou avançados, por aqueles que se emocionam com as tácticas. Existem raras excepções, que sobrevivem em equipas, tacticamente pensadas para a sua sobrevivência.

Peguei no 10 como exemplo, porque podia ter pegado no 9, e na pouco compreensão deles, actualmente terem de ser os primeiros defesas de qualquer equipa, ainda recentemente Xavi, após os primeiros jogos de Ibrahimović no Barcelona, ter afirmado mais ou menos por estas palavras, que o Sueco teria que se adaptar á forma de jogar de defender da equipa, isto porque esta estava habituada a que Eto´o fosse o primeiro a fazer pressão.
Fala-se hoje muito, que a equipa deve estar posicionada para a perda de bola! Então se o objectivo do jogo é marcar golos, terão os jogadores que estar a pensar em defender quando a posse do que domina o jogo, está nos seus pés? Terão os jogadores que se desmarcar para tentar receber um passe, pensado na possível perda de bola?
Tudo isso é complicado, tudo isto torna o jogo cada vez mais complicado, de ver, perceber, ensinar e jogar
Será o jogo actualmente a busca constante de desequilibrar o adversário com a técnica e criatividade para o equilibrar ou estancar com a táctica.

Que o povo não se emociona com a táctica é certo, mas que até os jogadores, que deveriam ser os últimos guardiões, do futebol “anárquico” (chamemos-lhe assim), se converteram á táctica….muito certamente de forma imposta, mesmo não se emocionando com ela, mas a conversão esta feita.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Finalmente o meu Inter!


Vejo com especial atenção, o Inter vs Rubin Kazan, e numa vista rápida no onze titular Neroazzuro, logo sorri, finalmente Mourinho tinha apostado no meu Inter, naquele ataque que penso, mais favorece os jogadores que o compõe.
E se na defesa nada fugiu ao habitual, foi a partir do meio campo - ataque que desde cedo se aguçou a minha curiosidade. Thiago Motta, não é nem nunca será um médio de grande correrias, será sempre um médio de ocupação de espaços, qualidade de passe na transição ofensiva e fechar linhas na transição defensiva, fazendo tudo isto jogando quase quieto, sem sair muito do seu lugar, o mesmo papel poderia / poderá ser feito por Cambiasso. Já Stankovic é de outra fibra, outra vocação ofensiva e defensiva, apesar dos 31 anos, por vezes faz-me lembrar os meninos de 19, pela intensidade com que disputa os lances. Sneijder é um maestro, que gere já, aos 25 anos os ritmos de um jogo como um veterano em fim de carreira, acelera quando deve, arrefece quando a equipa precisa de descansar e ou arrefecer os adversários, depois todo ele é criatividade, técnica e sentido de equipa. Foi aqui que mourinho começou a ganhar o jogo.

Se José começou a ganhar o jogo por ter optado pelo 4*3*3, disposto como referi, acabou, por o ganhar na colocação de Balotelli ao lado de Millito e Eto´o. Constantes trocas posicionais entre estes 3 homens quando em posse, 3 finalizadores, capazes de jogar sobre as 3 faixas do relvado, capazes de segurar , tabelar, driblar. Ficou para Mário a missão, de quando em perda baixar no campo com dois objectivos, equilibrar o meio campo defendendo em losango e dar a possibilidade ao 45 “Neroazzuro” de jogar de trás para a frente, embalado, como tanto gosta.

Como Mourinho disse já algumas vezes o Inter jogou com 3 avançados, mas se bem me recordo foi a primeira vez que entrou assim. Naquele que penso que seja o modelo que mais favorece e potencia a equipa de Mou.
Pessoalmente não acredito, e não acredito que Mourinho acredite, que haja jogadores incompatíveis em campo pelas suas características, acredito sim é que há que trabalhar e melhorar essas incompatibilidades, para não as expor na equipa.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Liedson e a difícil arte de jogar sozinho


Liedson disse no final do jogo Sporting vs Heerenveen, entre outras coisas, que não se sentia bem a jogar sozinho na frente do ataque Sportinguista.
Com esta declarações deixou o récem chegado Carlos Carvalhal, preso num dilema, visto a importância do Luso Brasileiro na equipa e nos corações verde e brancos. Manter o plano que tinha traçado, que em minha óptica, passava por em 1º lugar equilibrar a equipa defensivamente, ensinando-a a estar bem colocada na perda de bola, no novo sistema de jogo, ou trabalhar o mesmo sistema mas tendo uma visão mais atacante. Acontece é que para mal de Liedson ofensivamente são poucas as opções que dão garantias, e nem o regresso de Izmailov, que certamente devolve ao Sporting algo ofensivamente, será uma solução infalível. O Russo esteve muito tempo parado.
O Problema do 31 não é jogar sozinho, por já o fez varias, vezes, o seu problema é ter a equipa sempre com receio de arriscar no ataque. A equipa 1º que tudo, esta a pensar que deve estar bem colocada no momento que perde a bola, o que não é um pensamento incorrecto, no entanto está-lhe a reprimir os movimentos atacantes. Provavelmente só quando toda a equipa, que joga nas suas costas de Liedson, se sentir confortável, mais confiante e mais rotinada neste modelo ofensivamente, se sentirá com capacidade de chegar mais perto do seu ponta de lança,
Voltando só um pouco atrás, a Izmailov que ocupará o faixa direita do meio campo, penso que Carvalhal para dar mais largura e profundidade ao seu 4*5*1 ou 4*2*31 como lhe queiram chamar, poderia arriscar com Vukcevic na faixa contrária, o Russo é inteligente e disciplinado tacticamente, o que não lhe impede de dar largura e profundidade ao jogo, não sendo um extremo puro, e Simon é agressivo, lutador, desequilibrador, jogando com um pouco mais de liberdade para errar, e de se aproximar do Levezinho. Complicado? Não me parece. Parece-me sim altura de fixar Adrien na equipa ao lado de Moutinho e “despachar” Miguel Veloso para lateral esquerdo, em minha opinião esta-se a perder um excelente lateral (nível mundial), por um bom médio de nível nacional.
São poucos as soluções, muito poucas as que actualmente tem Carvalhal, em enquanto não chegam, este é para mim o 10 mais forte leonino (mais guarda redes é claro) no esquema que Carvalhar pretende.
Abel, Carriço, Polga, Veloso na defesa, Adrien e Moutinho na frente deste quarteto, Izmailov e Vukcevic pelas laterais do meio campo, tendo liberdade para trocarem de flancos o que permitiria diferentes soluções de jogo ofensivo ( por exemplo, com Izmailov á esquerda, permite maior mobilidade a Miguel Veloso a dar profundidade ajudando o Russo em zonas mais interiores, como apoio de Moutinho e Matias Fernandes, para jogar curto, com Vukcevic á esquerda, permite a Veloso jogar mais subido, quase na linha de médios, ou seja como falso lateral esquerdo, fazendo o corredor) Matias Fernandez na posição 10 e Liedson na frente.

Não sei se raparam a numero de vezes que referi o nome de Miguel Veloso na parte final deste texto, talvez por ser o jogador com maior confiança, melhor dinâmica e intensidade no jogo verde e branco. Por isso penso que o seu posicionamento em campo também em muito contribuirá para uma possível de rendimento do Sporting.

O Bom gigante e o coelho saltitante


O Benfica teve nas suas fileiras, nas suas celebres equipas dos anos 60 até inicio da década de 70, num total de 12 épocas desportivas. O já falecido José Torres, que ficou conhecido pelo “Bom Gigante”, pela sua forma de estar dentro e fora dos relvados. Claro está que a parte do Gigante do seu cognome se devia aos muitos cm que transportava, e que fazia dele, muito mais alto que a média dos Portugueses.
Óscar René Cardozo Marín, certamente não conheceu Torres, mas “mestre” Eusébio certamente que teve oportunidade de lhe falar dele, após a chegada deste Paraguaio ao Benfica na época 2007/08. Se no inicio os 192 cm de “Tacuara” se estranhavam pela sua pouca mobilidade, limitado jogo de cabeça, mais tarde se entranharam pela capacidade deste “Gigante” fazer golos principalmente de pé esquerdo. Jogando mais, ou jogando menos minutos, Cardozo aproveita as oportunidades para mostrar que é um homem de área, e aproveitou principalmente para tentar evoluir nas suas limitações como ponta de lança (velocidade, jogo aéreo, pé direito) e com isso aumentar os seus recursos para chegar ao golo, que parece a única palavra que se lhe conhece.

Esta época o jogo de Cardozo parece ter atingido o seu melhor patamar desde que de encontra em Portugal, e a esse facto não é certamente alheio dois factores, o 1º a sua evolução nas suas maiores limitações, e 2º o Benfica encontrou um parceiro com as características ideias para jogar ao seu lado, ou atrás de si.

Saviola desde cedo se deu a conhecer ao mundo, e apesar de ter chegado a dois dos maiores clubes do mundo, quer em Barcelona, quer em Madri (Real), não perceberam que “El Conero” não é um ponta de lança de jogar fixo, poderia ser, mas os seus 169 cm e 67 hg de peso, tornam-no num jogador de grande agilidade. As suas melhores épocas Sevilha e Mónaco, foram sempre ao lado de um ponta de lança, com características muitos diferentes das suas, jogadores capazes de jogar fixos e de prender os centrais. Tal como é…Óscar Cardozo. Em Sevilha foram Kanouté e Luís Fabiano, no Mónaco Chevanton e Kallon.

Com esta dupla tem ganho e muito o futebol ofensivo encarnado, Saviloa tem a capacidade de jogar nos espaços nas costas de Cardozo, de cair nas linhas em diagonais do centro para as alas, de pensar e executar rápido, de servir ou finalizar. Cardozo tem a capacidade de…finalizar (dito desta forma parece simples, mas quantos não tremem na hora de faze-lo)

Cardozo faz recordar aos mais idosos adeptos encarnados o “Bom Gigante” Torres, Saviola, o coelho saltitante, aos mais novos, João Viera Pinto “o Menino de Ouro”, nunca Eusébio da Silva Ferreira que privou com os dois com muitos anos de diferença, pensou que na época 2009/10, o Benfica conseguiria juntar na mesma equipa, um “Bom Gigante” Paraguaio e um “Menino de Ouro” Argentino, que têm um vicio tremendo de fazer a alegria do povo Benfiquista.
Certamente a melhor dupla atacante a actuar em Portugal.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Derby de controlo não de dominio

Pessoalmente o derby não fugiu muito ao que eu esperava dele.

O Sporting disposto tacticamente para fechar ao máximo as armas do Benfica, e do lado contrário na impossibilidade de conseguir dominar o jogo, tentar as transições rápidas.

Melhor inicio de Sporting, pressionante, disposto em 4*2*3*1 com as surpresas Caneira (lateral esquerdo), Adrian á frente da defesas com Moutinho e a maior surpresa de todas Miguel Veloso a médio esquerdo. Liedson assustou num erro de transição ofensiva do Benfica (falha de David Luiz, que Sidnei compensou muito bem), mas a 1ª oportunidade real foi Cardozo, ao qual respondeu o Sporting por Polga num lance de bola parada. Até ao intervalo mais nada, o Benfica equilibrou o jogo, principalmente pela troca posicional entre Aimar e Ramirez (o melhor em campo das duas equipas em minha opinião, corre por 2, luta por 2, defende por 2 e ataca por 2), com o “Queniano” no miolo do campo, o Benfica passou a ocupar melhor essa zona, e permitiu a Aimar poder fugir á apertada marcação que sofria, apesar de na direita do meio campo, ter menos bola para poder organizar o jogo ofensivo.

Segunda parte ligeiramente melhor em termos de qualidade de jogo que a primeira., mais situações juntos das balizas, mais espaços. Com o tempo todo o estádio, percebeu que Di Maria já estava completamente esgotado e já não dava o devido apoio a César Peixoto, facto que o Sporting tentava aproveitar carrilhando grande parte dos seus ataques pelo seu lado direito, a entrada de Pereirinha vincou mais ainda essa intenção, toda a gente menos Jorge Jesus que ou não se apercebeu ou não se quis aperceber por outros interesses financeiros (valorização do passe de Argentino), arriscou a derrota por essa teimosia, e quando decidiu mexer, colocou Amorim por Aimar, reforçando o meio campo e fechando assim mais ainda um lado por onde o Sporting pouco ou nada atacava, porque Caneira não passa do meio campo. Saviola a par de Ramirez continuavam a ser os únicos a desequilibrar estruturalmente o Sporting, é certo que o coelho já estava também ele bastante cansado, mas quando a 5 minutos do fim Jesus lá se decidiu por colocar o á muito solicitado Coentrão, foi o argentino 30 que tocou em sorte abandonar o campo. Percebia-se aqui que Jesus estava satisfeito com o empate, que sejamos realista servia melhor a águias que a leões, todos sabemos porquê.

Carvalhal arriscou um pouco mais, mas pouco mais, a já falada colocação de Pereirinha no flanco direito para tentar aproveitar a debilidade física de Di Maria e Matias Fernandez por Postiga a 5 minutos para o final, passando a jogar com 2 pontas de lança, mas nessa altura, já o Benfica tinha o jogo bem controlado e corrigido a protecção a César Peixoto.

Resultado justo, num derby de muita luta e onde existiu quase sempre a preocupação do 1ª pensamento ser o de não deixar jogar o adversário, ou anular o adversário, não critico este pensamento até porque ele é fundamental no futebol, faltou foi ás duas equipas o segundo momento, o pensamento de ambição de chegar ao golo. Ou Seja ambas entraram para controlar o jogo, não para o dominar.


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Derby decisivo para os leões....

Sporting Benfica….ou o maior derby de Portugal

Escaldante!! Mais uma vez escaldante, é como se apresenta mais uma vez o maior derby da cidade de Lisboa.
Que importa se o Sporting, jogando em casa se apresenta a 11 pontos dos seus maiores rivais, que importa que nas vésperas do jogo em casa do rival, as águias tenham caído no seu terreno ante o vitória Vimaranense, que importa que os Leões sejam 8º e águias 2ª. Derby é derby. E derby é jogo de resultado imprevisível.

Carvalhal, mostrou logo no seu jogo de estreia, que o seu Sporting, andará mais próximo de um 4*3*3 do que o tão famoso losango de Paulo Bento.
Contra os Pescadores, inicialmente Vukcevic e Pereirinha, tentaram ser os homens que davam largura, jogando como extremos, a pergunta que coloco é se com esta opção, não estaria já Carvalhal a preparar o jogo contra o rival, visto ser certo e sabido que todas as transições ofensivas encarnadas são principalmente iniciadas pelos laterais.

Se Miguel Veloso inicialmente manteve a sua posição na frente da defesa, deparou-se com um duplo pivot ofensivo, Moutinho e Matias Fernandez, nas alas como já referi, Vukcevic preocupava-se em dar largura e profundidade ao jogo, e também jogar mais próximo de Liedson, Pereirinha fechava mais interiormente a defender, dando mais apoio ao meio campo. Acredito que com uma ou outra diferença a equipa leonina andará perto da que jogo diante dos Pescadores da Costa da Caparica, talvez Grimi seja aquele que tenha o lugar mais em risco, e é aqui que se coloca a maior duvida de Carvalhal, manter Grimi ou mesmo André Marques na esquerda pode ser um risco, perante o futebol de tabelas rápidas de Ramires, solução seria lá colocar Miguel Veloso. Mas para Veloso jogar na lateral esquerda, coloca-se a questão se já terá Adrien Silva maturidade suficiente para parar o futebol de Aimar e a busca constante de Saviola do espaço entre as linhas defensivas e de médios? Problema para Carvalhal solucionar. Tonel dará o lugar ao regressado Carriço, voltará a dupla que mais jogos tem em conjunto, Liedson que costuma marcar ao Benfica também é certo no 11, assim como Patrício, Abel, Moutinho e Matias Fernandez.

Porque razão foi o Benfica eliminado no passado domingo da Taça de Portugal.
A resposta para mim parece-me simples, em 1º lugar, durante 75 minutos o Benfica não foi o Benfica que tem sido esta época, forte, acutilante, dominador, deu até a sensação que alguns jogadores pensavam que mais cedo ou mais tarde o golo cairia do céu. Em segundo lugar e pegando na palavra golo, o Benfica desaprendeu de jogar sem Óscar Cardozo. Sem o farol avançado da equipa, todo o ataque perde as suas referencias de movimentação. Ora Vejamos, sabendo que o Benfica faz a maioria das transições pelos corredores (laterais e alas), sem Tacuara na area, estes apenas ficam com as referencias das movimentações de Aimar e Saviola. Aimar normalmente vai buscar jogo e transporta-o até o meio campo adversário, buscando as movimentações em diagonal de Saviola nos espaços deixados por ….Cardozo, ou busca os alas com passes a rasgar nas costas do laterais, alas esses que cruzam normalmente para a zona de finalização onde aparece....adivinhem? obvio, Cardozo. A juntar a isto tudo, não esquecer que o Paraguaio normalmente não precisa de tocar muitas vezes na bola para fazer um golo, aliás o ideal é que a toque apenas para a empurrar para a baliza. Sem Cardozo são poucos os avançados / pontas de lanças encarnados que com poucas oportunidades façam tantos golos (talvez Mantorras, mas esse é um caso á parte).

Transportando isto tudo para o Sporting Benfica, Cardozo normalmente quando fica muito tempo parado tem dificuldades nos primeiros jogos para encontrar o ritmo de jogo, no entanto só a sua presença em campo dará outra dimensão e objectividade ao jogo encarnado. A única duvida em minha opinião será se a equipa médica encarnada tentará ou não recuperar Luisão, não o fazendo é claro que será Sidnei a jogar. Não acredito que Jesus arrisque de inicio em Coentrão na lateral esquerda, certamente Cesár Peixoto terá vaga no 11, assim como Maxi Pereira, Javi Garcia, Aimar; Saviola, Di Maria, David Luiz.

Não é decisivo para a época desportiva encarnada, perdendo mantém intactas as suas aspirações ao titulo, o mesmo já não poderá dizer Carvalhal, que perdendo olhará para o seu rival a 14???? Pontos de distancia, ainda antes do virar de volta. Não poderão dizer os Leoninos que este derby não é decisivo para as suas aspirações.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Portugal vs Bósnia…..Intervalo

Fui ao estádio da Luz ver ao vivo o Portugal Bósnia. Decidi escrever este texto, não só para dar a minha visão do que se passou, mas também do que se poderá passar no jogo de amanhã.
Desde logo, deixo uma pergunta, quais foram os melhores jogos de Portugal, nesta fase de qualificação? Em minha opinião os dois com a Dinamarca! Qual o melhor jogador Português nesses dois jogos? Deco. Digam o que disserem, que gostem, que não gostem o Luso - Brasileiro é o jogador da selecção que mais e melhor aplica técnica, criatividade e visão e leitura de jogo. Quando está bem, leva a equipa consigo, quando está mal (menos bem) a equipa pouco ou nada jogo, praticando um futebol monocórdico, previsível, esperando um rasgo individual de algum das nossas setas (Simão, Nani, em tempos Quaresma ou Danny), ou esperando que Ronaldo saque um dos seus coelhos da Cartola (o que também não tem acontecido)
O que aconteceu no sábado foi exactamente o que se passou em quase toda a fase de qualificação, com a única diferença de que não estava Ronaldo em campo, equipa triste, com poucos argumentos colectivos para abrir defesas fechadas, jogando no constante sobressalto de poder sofrer um golo a cada instante, num contra ataque adversário ou numa bola parada, ou seja intranquilidade defensiva da equipa.
Vi uma Bósnia que teve quase sempre o jogo controlado, e se no inicio Nani ainda deu algum trabalho a Salihovic (lateral/ médio esquerdo Bósnio), aos poucos também foi sendo manietado pelo controlo defensivo adversário.
Mesmo tendo sofrido um golo, os Bósnio não se desorganizaram, e foram controlando o jogo, com mais ou menor dificuldade, dispondo de melhores oportunidade para chegar ao empate (golas no barra e postes)

O que esperar na Bósnia? Para já, Blazevic vai ter que comprovar com a equipa que vai por em campo, que de facto vai para cima de Portugal, ou se as suas palavras, servem só para o jogo psicológico. Se Blazevic colocar em campo, Misimovic, o melhor joador Bósnio, e o pensador / coordenador de todo o jogo ofensivo da equipa, é ele que os colegas procuram para ditar leis, que procuram para dar a bola, a equipa não passa do meio campo em circulação de bola sem a bola passar por ele. Mas dizia eu se o treinador Bósnio colocar ao lado do seu 10, Pjanic que em Lisboa jogou só 5 minutos, e na frente de ataque, ao lado de Dzeko, colocar Muslimovic (jogou 10 minutos em Lisboa), avançado mais móvel que Ibisevic que jogou na Luz, a equipa, ganha mais qualidade. Pjanic é um médio baixo, rápido, tecnicista e irreverente, joga sempre para a baliza, poderá ser o complemento ideal a Misimovic, que muitas vezes teve que parar e esperar os restantes colegas porque estes não tinham capacidade de subir no campo e apoiar o seu futebol, com Pjanic em campo este será certamente o seu primeiro apoio, e o primeiro a procurar movimentos de ruptura para desequilibrar a defensiva Lusa. Caso Blazevic se fique pelas palavras, Portugal poderá esperar uma Bósnia com um futebol igual ao que apresentou em Lisboa, directo, pratico, combativo e muito destrutivo. Muito perigoso nas bolas paradas.

Não sei que equipa Queirós apresentará, mas certamente Miguel Veloso vai jogar a lateral esquerdo, e Miguel na lateral do lodo oposto. Tiago deverá entrar para o lugar de Meireles, caso isso não aconteça, penso que a equipa perderá capacidade de segurar a bola, e para mim essa é a melhor forma de jogar em ambientes adversos, roubando e circulando a bola. Pepe na frente dos defesas e por de trás do dois médio mais ofensivos, preparado para principalmente disputar bolas no ar, no meio campo defensivo e na ajuda aos centrais.

Ao intervalo um injusto 1-0 para as cores Luso / Brasileiras (desculpem, cores lusas), Quarta feira a 2ª parte, no inferno que vai ser Zenica

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

R.I.P Enke

Terás tido os teus motivos...Obrigado pelos 3 anos passados na Luz, para onde confessas-te que gostarias de Voltar...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Braga vs Benfica rescaldo

Em primeiro lugar grande jogo de Futebol na Pedreira, duas boas equipas que estiveram bem no plano táctico e técnico, sempre com pensamento no golo. Ganhou a que foi mais feliz.

Jesus decidiu em parte abdicar daquela que tem sido a maior arma do seu Benfica esta época. Decidiu baixar o bloco, e não pressionar o adversário logo á saída de bola, talvez com isso pretende-se dar o “engodo” ao Braga e jogar nas transições rápidas nas costas dos defesas.
O Braga não se fez rogado, assumiu o jogo, e na primeira oportunidade que teve (um livre lateral sobre o seu lado direito), Hugo Viana fez 1-0.
Tiro no porta aviões, vamos voltar ao habitual, pensou Jesus. Foi automático assim que o golo aconteceu, a equipa do Benfica subiu a zona de pressão, e começou a tentar fazer o seu jogo, mas para isso tinha que passar pelos 3 médios do Braga, Vandinho, Mossoró e Viana, que faziam uma teia e aprisionavam Aimar e principalmente Javi Garcia, impedindo uma boa transição encarnada. Aos poucos o Benfica foi precebendo o que tinha que fazer para saltar essa pressão. Trocas posicionais entre Di Maria e Ramires, os médios direitos e esquerdos com Saviola o segundo avançado, Di Maria tentava arrastar João Pereira para Posições mais interiores do campo, enquanto Saviola rapidamente ocupava o seu espaço, sendo a bola lançada pelos defesas, para esse espaço, onde Saviola, dominava e sai em velocidade para atacar a baliza, no lado contrário Ramires tentava fazer o Mesmo com Evaldo, mas essa movimentação não estava a sair tão bem.
Com o crescimento do Benfica o jogo ficou electrizante, golo anulado a Luisão, oportunidade nas duas balizas, e a promessa de uma grande 2ª parte:

Mais uma vez, um jogo com controvérsia no intervalo, desta vez, começou ainda no campo, á entrada do túnel de acesso aos balneários e acabou dentro do mesmo.
Resultado, Benfica sai mais prejudicado, porque fica sem Cardozo o seu principal goleador, e o Braga perde André Leone, facilmente substituível por Rodriguez.

Na segunda parte mais do mesmo, o Benfica a tentar pressionar, a tentar empatar e o Braga a tentar jogar no espaço dado nas costas da defesa encarnada.
Aconteceu ao Benfica aquilo que ainda não lhe tinha acontecido este ano, foi traído pelos seus índices físicos, Saviola foi o primeiro, seguiram-se Aimar, Di Maria e incluisvé Maxi Pereira (para Maxi arrebentar é preciso correr e correr muito).
Jesus não foi feliz na sua 1ª opção, tirar Javi já amarelado, para pôr Keirrison, totalmente desenquadrado dos movimentos da equipa, e demorou a mexer, perante o quadro físico da equipa. O 2-0 matou no plano anímico o que fisicamente já não abundava, a força.

Como já disse, grande jogo de bola, onde ganhou a equipa que mais feliz foi, porque tiveram ambas á altura uma da outra.



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