terça-feira, 29 de junho de 2010

Treinador ganha jogos.

No futebol profissional actual, com os jogos a serem transmitidos pela televisão, todas as equipas conhecem os pontos fortes e fracos umas das outras.

Para Portugal enquanto a Espanha manteve os seus movimentos base, tudo foi mais ou menos fácil, os movimentos interiores de Iniesta e Villa eram anulados, o passe e desmarca de Xabi Alonso e Xavi, tudo isso era mais ou menos bem anulado.

Ao intervalo Del Bosque pediu certamente aos seus dois laterais (Capdevila e Sergio Ramos) para darem mais apoio ao ataque, principalmente o esquerdino Capdevila, porque Sergio Ramos já antes tentava dar profundidade.

Fernando LLORENTE é uma espécie de patinho feio, na qualidade técnica desta equipa Espanhola, alto, esguio, com pouca relação com a bola, não é um jogador de entrar na posse e circulação de bola Espanhola, mas dá-lhe referencia, dá-lhe peso, dá-lhe altura e também qualidade finalizadora que Torres tem.

A sua entrada mudou o jogo, desde ai, a selecção Portuguesa, nunca mais teve o mesmo acerto defensivo demonstrado até ai. Parece-me que a equipa não contava com este elemento pouco utilizado.

Para mim a sua entrada mudou o jogo.

Após o golo, se Del Bosque o pudesse tirar e voltar a colocar Torres, para participar na posse e circulação de bola da equipa. Treinador ganha jogos, e Del Bosque ganhou a Queiroz.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Jabulani Oezil


A Jabulani, já rola a alguns dias em terras Sul Africanas!
E as minhas mais pessimistas expectativas cumprem-se ao passar doloroso de cada 90 minutos.
Não previa um grande mundial, em grande parte pelos discursos dos seleccionadores, quase todos jogam para não perder.
Algumas selecções voltam ao fundo do baú, e fazem renascer os esquemas com 3 centrais, 5 médios, 2 avançados, nada contra, não tenho nada contra nenhum sistema, tenho é contra os sub-sistemas ou dinâmicas que depois grande parte dos treinadores impõe no esquemas 3*5*2, centrais lentos e sem capacidade de jogar com metros nas costas, alas que não dão profundidade ao jogo, quase não passando do meio campo, e por fim um duplo pivot de médios defensivos que quase não saem da frente da defesa! Em suma 7 jogadores com pensamento único em estarem nos seus devidos lugares quando a equipa perder a bola.
Para perceberem que o mau futebol do mundial não esta a ser só praticado pelas equipas que jogam em 3*5*2, vamos agora ao 4*2*3*1 que É o outro sistema de eleição. Defesas a 4 que não saem lá de trás, dois médios defensivos, alas que pouca profundidade dão! O mesmo pensamento, estar bem posicionado no momento da perda de bola.
Felizmente houve excepções, e haverá porque ainda não jogaram Espanha e Brasil, que apesar de se ir apresentar num 4*2*3*1, vai colocar dinâmicas mais ofensivas no jogo. Dunga não é louco de dizer a Maicon ou Daniel Alves, os laterais mais ofensivos para não passarem do meio campo, e a Espanha faz da posse e circulação de bola a sua maior arma. Voltando as excepções Correia do sul, boa surpresa, futebol rápido e objectivo (em 4*2*3*1), a Alemanha de igual forma, mas em posse e circulação, com largura e profundidade, dada pelos laterais, e com um dos do pivot defensivo a sair para jogo, facilitando a transição defesa ataque. E claro a Holanda, também ela em 4*2*3*1, não me lembro de ver alguma vez uma selecção Holandesa abordar um europeu ou mundial de forma defensiva. Defeito ou feitio?
O certo é que os holandeses imprimem interessantes nuances no jogo, com os movimentos interiores de Van Der Vaart e Kuyt, em apoio ao ponta de lança Van Persie e dando oportunidade dos laterais subirem no terreno.
Guardei para o fim o jogador que mais me encheu o olho dos que menos conhecia, Mesut Oezil! Médio criativo da Alemanha, que emerge na lesão de Ballack! Muito os Alemães se queixaram da lesão do seu capitão mas muito do potencial ofensivo apresentado pelos Germânicos se deveu a este menino da ascendência turca. Pensa rápido, executa rápido, recebe, acelera, tira adversários da frente e passa como poucos! Poderá fazer deste mundial o seu cartão de visita para o mundo!
Adivinhem com que esquema Portugal vai jogar? Esse mesmo 4*2*3*1...!

Ps: as únicas 2 selecções que fugiram até agora ao 4*2*3*1 e ou 3*5*2 foram a Inglaterra 4*4*2, puro com 2 médios centros, 2 avançados e 2 extremos, a dinâmica aqui é que falhou, e a Argentina que jogou numa espécie de 4*3*1*2, sendo o 1 Messi, que teve liberdade para andar pelo campo. Com isto Di Maria perdeu espaço tendo que pensar mais colectivamente.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Champions...e o vencedor é...the special one

É cada vez mais prática comum começar, um jogo antes do seu apito inicial, começar a joga-lo nos dias que o antecedem.
Não me recordo, de uma final da champions, que começasse claramente a ser ganha, no jogo de palavras que a antecedeu. Mourinho no seu melhor, utilizou os media, para por o Bayern da forma que mais lhe convinha, assumindo os Bávaros as despesas do jogo.
Primeiro, o português passou ao holandês, a ideia de não estar muito concentrado no jogo, falando do Real, da selecção nacional portuguesa, mas pouco, muito pouco do Inter, e quando falou, foi só para se defender do conceito do Inter ser uma equipa defensiva, mas mesmo assim, não lhe interessou defender muito a sua dama.
Van Gaal, caiu no erro de entrar na polémica, dizendo que ele, era um treinador mais ofensivo que Mourinho, tentando certamente que o Inter saísse do seu modelo de jogo, mas obrigando-se a ele próprio a jogar ao ataque.
Estava Van Gaal e o Bayern no ponto que Mourinho queria.
Imagino o discurso de Mourinho, para alguns dos seus jogadores, “o vosso penta campeonato, não servira de nada, se não ganharmos”, “para alguns é a vossa ultima oportunidade de a ganhar”, “é a vossa chance de mostrar que são campeões, que são vencedores, e que não ganham só a nível interno”, a para concluir a celebre frase de que “as finais não são para jogar, mas sim para vencer.”
Ou seja, mais uma vez muito trabalho de liderança, motivação e preparação do jogo.

Ps: O Real Madrid vai juntar nas suas fileiras, 2 pessoas obsessivas pelo trabalho, pelo vencer, pelo ser melhor que o adversário.
Curiosamente os dois são portugueses.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Ganhar um lugar na história...

Uma final é sempre uma final e de resultado imprevisível, mas aposto que amanha, no Santiago Barnabéu, José Mourinho e a sua equipa, não vai perder a oportunidade de entrar na história , vencendo a final.
Afinal o Penta campeonato ganho, só ficará completo e escrito para a imortalidade, se a grande parte dos jogadores que os conseguiram (Zenetti, Stankovic, maicon, Júlio César, Cambiasso; Samuel; Materazzi, e mais algum que não agora não me recorde) conquistem por uma vez que seja o titulo máximo do futebol europeu.
Não acredito que Mourinho não os incentive, para que não percam aquela que provavelmente será a sua ultima grande oportunidade de ganharem um lugar na história.

Mourinho vs Guardiola

Ver Mourinho no banco, É ver e sentir uma pessoa, que procura as melhores expressões, as melhores atitudes, para o que quer passar, para jogadores, adeptos, media. Em Mourinho nada É feito ao acaso, o festejar ou não de um golo, o" provocar", dos adeptos adversários, os recados para outros técnicos ou ate para os seus jogadores. Mourinho nunca foi jogador de top, mas os anos passados, nos bastidores observando-os, ensinou-lhe a lidar com tudo o que envolve o jogo.
Ao contrário de Mou, Guardiola tenta ser sempre diplomático
Mourinho lidou com o jogador Guardiola, calado, discreto, o anti vedeta, quem ve hoje o Catalão no banco, pergunta de onde vem este Guardiola, emotivo, expressivo, quase 12 jogador, pergunto-me se Xavi, Iniesta ou Messi não tem vontade de fazer uma tabela com ele, ou se Pedro por vezes não espera um passe em profundidade do seu treinador.
Falam-me histórias de Cruyff, ainda jogador, a recuperar de lesão, orientar a equipa do Ajax, com a permissão do seu treinador. Lembro-me disso ao ver Guardiola no banco, parece mais um dos jogadores do plantel, mas a recuperar de lesão.

São assim, diferentes, dois dos melhores treinadores do mundo, só Alex Ferguson tem o direito a estar no mesmo Olimpo que estes dois.
Mourinho como se sabe já ganhou tudo pelos 3 países que passou, e certamente ainda passará por Espanha, para tentar juntar o titulo de campeão desse país, ao seu cv. Guardiola, depois de se tornar Bi campeao espanhol e ter batido o Galáctico Madrid de Ronaldo e Kaka, prepara-se para ser em minha opinião o próximo Ferguson, ficando muitos e muitos anos no banco Catalão.

Será que para o ano vamos ter um duelo entre estes dois grandes treinadores, na liga espanhola?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ninguém ganha a champions sozinho...


Vi-a os jogos europeus do Bayern de Munique e perguntava-me se Robben queria ganhar a liga dos campeões sozinho, ou por outras palavras se lhe estava destinado carregar a equipa ás costas, até á final de Madrid? Foram dele os momentos e golos decisivos nas eliminatórias contra Fiorentina e Manchester United, ao qual acrescentou o golo da 1ª mão da eliminatória.
Ontem tive a resposta. Não lhe esta destinada essa epopeia, Olic juntou-se a ele, trazendo consigo a restante equipa, para resolver um jogo, com que adivinhava difícil, jogar contra o Lyon, em casa dos Franceses defendendo uma vantagem de 1-0. Os companheiros de Robben decidiram agradecer-lhe o facto de o terem colocado ali, e colectivamente resolveram o jogo com 3 golos do Croata Olic e mais uma grande exibição de Robben.
Mas afinal ninguém ganha uma champions sozinho!

terça-feira, 20 de abril de 2010

O mais dificil passo...


Às vezes quanto mais perto estamos de um objectivo, mais difíceis se tornam os últimos passos até ele. No futebol, é muito difícil conciliar nas rectas finais, resultados com boas exibições.
O Benfica está nessa fase, na fase dos últimos passos, aliás de momento esta a 1 passo, de quatro pontos em 3 jogos. Mas para isso á algum tempo que deixou a "nota artística" como lhe chamou Jesus, para vestir o fato de macaco, ou por outras palavras, deixou de parte o futebol que encheu o olho a todo o Portugal e grande parte da Europa, para jogar um futebol mais directo e objectivo, tentando manter os princípios de jogo que o trouxeram até a este pequeno passo. O que demonstrou Jesus e a sua equipa com isso? Concentração total no titulo!
A época começa a ser longa e o núcleo base começou a ser afectado por lesões e castigos e essencialmente por fadiga física e mental. Tendo perdido Saviola á alguns jogos, que é um jogador com características únicas em Portugal, procurou em Weldon uma solução mais objectiva de finalização, mantendo mobilidade, mas garantindo mais poder de choque, presença na área e finalização. Poderia Jesus ter optado, por Nuno Gomes, iria ganhar mais um jogador de posse e circulação de passe e desmarcação, mas pouca profundidade na finalização, poderia ter procurado Kardec, garantia poder de choque e finalização, perdia na mobilidade, na capacidade de movimentos de rotura entre linhas, e perdia também na adaptação ao futebol português!
Nesta fase, quando não teve Weldon, procurou na 1ª parte contra o Sporting, com Éder Luís, dar mobilidade, mas o Brasileiro, não tem a velocidade de pensamento e execução do argentino, para inventar espaços sem bola, corrigiu ao intervalo, e colocou naquela posição, alguém que não inventa espaços sem bola, mas inventa espaços com bola, Aimar, tendo e mesma capacidade de pensar e executar ao mesmo tempo. Mas assim que voltou a ter Weldon recuperado, e sabendo que nesta fase interessa é ganhar mesmo não tendo nota artística, não teve nem terá duvidas em explorar as características do brasileiro, assim como a sua frescura física e mental, devido á pouca utilização ao longo da época.

Outra questão que intriga o universo encarnado, É porque não retira Jesus, Java Garcia? Porque apesar da menor frescura do Espanhol, o seu substituto Airton chegou do Brasil em Janeiro, já com uma época nas pernas, quando foi chamado, a titular correspondeu, mas acabou sempre por sair com visíveis dificuldades físicas, e um treinador, prefere sempre arriscar em substituições ofensivas do que arriscar ter que trocar um médio mais defensivo, Javi com menor fulgor, vai cumprindo nas suas tarefas em campo, e isso chega para convencer Jorge Jesus.


O mais difícil passo, pode ser mesmo o último, onde a ansiedade de dá-lo é maior. Até aqui concentração e a focalização têm sido mantidas, e isso tem sido o garante de Jesus nesta recta final de campeonato, mesmo sem nota artística

quarta-feira, 24 de março de 2010

Feridas para sarar


Por vezes o jogador mais importante de uma equipa, não é aquele que finta mais, marca mais ou corre mais. Normalmente o mais importante de uma equipa, apenas pensa mais.
Engraçado, que quando se pensa no Sporting e no seu jogador mais fundamental, salta logo á vista o nome de Liedson pelos golos que marca. Numa segunda linha, Miguel Veloso, João Moutinho e mais recentemente Daniel Carriço!
No entanto todos eles em campo, sentem a falta de Izmailov, porque é o jogador do plantel que mais e melhor sabe ler o jogo.
Serve esta longa introdução para falar sobre a ferida aberta, na relação do Russo com o Sporting ou com a pessoa de Costinha, aquando da situação á volta do seu quadro clínico, para o jogo frente ao Atlético de Madrid.
Costinha até a poucos dias atrás vestia ainda a pele de jogador, e nessa condição sabe e entende, que o maior medo que assola todo e qualquer jogador, são as lesões de longa duração. Izmailov nos anos que esta em Alvalade teve longos períodos de inactividade devido a esse tipo de lesões, tendo atingindo esta época o maior período de ausência dos relvados. E normal e compreensíveis os possíveis receios do jogador.
O Sporting jogava naquele jogo a continuidade na única provam onde ainda emergia o sonho da conquista. Jogava e desfalcado, quase remendado, tendo caído horas antes nas mãos de equipa técnica (Costinha incluído), a possibilidade de o russo não jogar. Perder o jogo ou o jogador? O que seria mais importante?
O importante seria não ter perdido, nem o jogo, nem o jogador. A equipa entrou em campo emocionalmente afectada pelo caso e logo aquele que volto a repetir, melhor pensa e entende o jogo, e o jogador, após ter recusado uma boa proposta, viu posto em causa o seu profissionalismo. Tripla derrota, no campo, no jogador e na sua imagem, na gestão de equipa, por parte de quem tem essa responsabilidade.
Por mais que agora, se tente transfigurar ou “apagar” o caso, parece-me que pelo menos uma das partes sairá com a imagem debilitada. Costinha disse depois meio que desdisse, e agora não disse, em que ficamos? Infelizmente para ele já não se livra de um mau inicio na sua relação com o balneário de equipa. Isso não pesará em futuros casos?
Izmailov terá condições psicológicas para continuar, sabendo que muitos puseram o seu carácter profissional, após ter escolhido permanecer na academia?


PS: Final até que ponto não estará aberta uma guerra, Paulo Barbosa (empresário de Izmailov), Jorge Mendes (empresário de Costinha), pelo controlo não só do balneário Leonino, mas como pela captação dos jovens talentos dos escalões de formação.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Esperteza?!

Ontem, o Benfica levou de vencido o Porto na final da Taça da Liga. Terá sido a esperteza de Jesus?
Não foi um jogo por aí além. Jesualdo até teve uma certa razão no que disse e, de facto, o equilíbrio foi a nota dominante. Na primeira parte o Benfica apanhou-se a ganhar por 1-0 na primeira "meia-oportunidade" que teve... Antes, já o Porto tinha ameaçado por Rodríguez e Falcao...
Depois, num livre de longe, na segunda "meia-oportunidade", o 2-0... Tarefa facilitada. Ir para o intervalo com dois golos é um sinónimo de uma quase vitória.
Na segunda parte o Porto teve que mexer e, por querer chegar ao golo, proporcionou inúmeros contra-ataques ao Benfica. Di María, às tantas já não podia...

Já no final apareceu o 3-0 por Cardozo, foi só encostar depois de um bom trabalho de Amorim.
O distanciamento entre as equipas não foi muito grande mas o Benfica teve quem resolvesse e teve cabeça fria no momento das picardias que surgem SEMPRE que o jogo é entre rivais.


Jorge Jesus surpreendeu quase todos ao apresentar só Kardec na frente. Seria esperado que apresentasse uma dupla atacante na frente formada por Kardec e Éder Luís mas não... E conseguiu!

Já no jogo com o Leixões, onde era imperial vencer, o treinador vermelho surpreendeu ao alterar ligeiramente o sistema que habitualmente apresenta. Ontem, no Algarve, alterou novamente e, mais uma vez, a fórmula resultou!

Esperteza?!
Não, saber gerir a previsibilidade táctica do adversário!

sexta-feira, 19 de março de 2010

domingo, 14 de março de 2010

PS: Nani

Em 5 de Fevereiro deste ano, escrevi um post, que questionava, abordava os porquês de Nani não se impor definitivamente em Old Trafford.
Desde ai o próprio tem feito por não desperdiçar tempo, na sua afirmação como jogador importante no Manchester United. Enquanto acabava o post anterior a este Nani acaba de fazer mais uma assistência para golo. Felizmente Nani….Felizmente.

Lucho e Lizandro: Grandes em contextos diferentes




Por vezes duvidamos ou invejamos da qualidade de certos jogadores. Conhecemo-los a jogar numa equipa, num contexto, e pomos em dúvida se em outra equipa, se em outro contexto, a sua qualidade continuar-se-á a evidenciar.
Penso nisto enquanto em dias diferentes revejo Lizandro no Lyon e Lucho no Marselha.
As mesmas características, os mesmos jogadores em equipas diferentes, em contextos diferentes.
Licha continua a ser um avançado a toda a largura da frente de ataque, continua a ser o guerreiro que não da 1 bola por perdida, continua a abrir espaços a atacar e a fechar espaços a defender. Falhou um golo feito, mas até nesse momento, percebeu-se qual a intenção, a execução é que saiu errada.
El comandante continua a ser El comandante, e isso só por si explica que Lucho, passou a ser a referência do meio campo Marselhês. Pareceu-me ainda mais liberto do que quando actuava no Porto. Continua a não ter que meter dribles no seu jogo, a sua movimentação suave e silenciosa, permite-lhe com pés de lã, aparecer em zonas onde recebe a bola solto, para uma transição, uma tabela, 1 passe a isolar ou 1 finalização. Já não era assim no porto? Ou melhor já não eram assim no porto?
Para quem tinha duvidas, em outras equipas, em outros contextos, a mesma qualidade de dois grandes jogadores.

sexta-feira, 12 de março de 2010

F.C.Porto: o fim anunciado de um ciclo?


Em todos os seres vivos, existe um ciclo que é inequivocamente igual. Todos nascem, crescem, reproduzem-se e morrem. Transportando para o futebol, todas as equipas tem ciclos, uns melhores outros piores, um mais vencedores outros mais perdedores. Normalmente é difícil ter ciclos intermináveis apenas a vencer, ou normalmente a vencer, mas quando esses ciclos acontecem, habitualmente os clubes esquecem-se de se preparar para continuar a vencer.

A derrocada do F. C. Porto na passada Terça feira no Emirates Stadium frente ao Arsenal, representou mais do que uma simples goleada, que teve como sequencia imediata a saída da liga dos campeões, representa em muito, a primeira grande ferida aberta, pelo possível fim de um ciclo de mais de duas décadas, em que a organização Porto se habituou a vencer.

Era visível nos últimos anos, que o F.C. Porto ia a cada ano perdendo jogadores influentes na equipa, e que o treinador Jesualdo Ferreira, tinha a árdua missão de reconstruir a equipa a partir de camiões de jogadores vindo das mais diversas partes do mundo. Vendendo qualidade, comprando quantidade, as vendas de Costinha, Maniche, Bosingwa, Quaresma, Derlei, McCarthy, Andersson, Pepe, Lucho ou Lizandro, foram sempre compensadas com a chegada 2 ou 3 jogadores de qualidade inferior.

Essa politica foi definitivamente implantada no “reinado” de Jesualdo Ferreira, que certamente pouco ou nada terá a haver com o aval dos reforços azuis e brancos. Para o Professor sobrava a missão de filtrar a qualidade dos que chegavam e tentar fazer uma equipa. Esse rumo teve sucesso devido á instabilidade vivida a sul, ao Benfica faltava-lhe alguém que se assumisse como homem forte do futebol, que avaliza-se a qualidade dos possíveis reforços e desse ordem na casa. Mais ao lado a falência financeira, Sportinguista impedia-o de esgrimir argumentos no mercado exterior, virando-se quase exclusivamente para a sua formação. Quer Benfica, quer Sporting eram curtos para a qualidade individual que existia no Dragão. O primeiro grande erro do F.C. Porto foi não antever, com uma correcta e antecipada politica de observações / contratações, as saídas dos jogadores que foram fundamentais ao longo deste últimos 4/5 anos.

Outro provável erro Portista é não ter na sua estrutura um homem forte que avalie antecipadamente os possíveis reforços, que perca tempo juntamente com um departamento de prospecção, a observar que tipo de jogadores encaixam ou não no tipo de futebol Portista, prova disso é que nos últimos defesos as principais contratações Portistas foram Cristian Rodriguez, Álvaro Pereira, Falcão todos descobertos para Portugal pelo Benfica e que a estrutura azul e branca desviou para o norte, Varela Cissokho e Ruben Micael que já actuavam em Portugal e a margem de erro na contratação era mínima, pois já todos conheciam as suas características. Hulk caiu-lhes em cima da mesa através de um empresário.
Vítor Baia em entrevista recente quase se ofereceu para essa função, muito semelhante ao que Rui Costa, tem no Benfica, ou Costinha poderá vir a ter no Sporting.

Parece-me que a estrutura esta cansada e necessita de novas estratégias, para além da já desgastada batalha contra o moinho de vento, chamado poder do sul (Benfica). Parece-me também que é altura de olhar para dentro e analisar, perceber que no futebol, não há formas infalíveis de sucesso, e o que resultou durante quase duas décadas hoje poderá já estar ultrapassado.

Só o futuro e as próximas acções poderão nos dizer se estamos a assistir ou não ao fim de um ciclo longamente duradouro de vitórias nacionais e internacionais do F.C. Porto, mas o actual presente e mesmo a qualidade com que ganhou muito recentemente, leva a que se coloque essa questão. Tem a resposta o próprio F. C. Porto

quarta-feira, 10 de março de 2010

Predestinados

Alguns nascem predestinados….A resolver..



terça-feira, 9 de março de 2010

Arsenal 5 - 0 Porto

Como vi este Arsenal - Porto...


O Porto tinha a difícil tarefa de não perder no Emirates Stadium e deitou tudo a perder, a meu ver com o 11 inicial. Confesso que não percebi a aposta do Jesualdo no Nuno André Coelho (Que tal Guarín de início, professor?)... Percebo que talvez quisesse "tapar" um bocadinho mais a defesa jogando com um homem capaz de ser o terceiro central da equipa (juntando-se a Bruno Alves e Rolando) mas, será sensato fazê-lo com um jogador que raramente joga?!

A primeira parte só teve um protagonista do lado do Porto: Helton! Só não defendeu as bolas de Bendtner...
Rosicky, Arshavin e Nasri foram as dores de cabeça de Meireles, Nuno André Coelho e Fucile...
Deram conta daquilo tudo!

Ao intervalo perspectivava uma mexida na equipa por parte do Jesualdo uma vez que só Falcao e Varela tentavam sacudir o jogo do Porto.
Jesualdo mexeu e arriscou... Tirou Nuno André Coelho para colocar o Rodríguez que pouco ou nada fez, também. Com esta alteração "destapou" o centro e abriu CLARAMENTE espaços entre-linhas onde os três médios mais adiantados do Arsenal puderam fazer o que quiseram... Wenger põe Eboué em jogo para continuar a ganhar espaços e Nasri fez a jogada de sonho de uma vida e marcou o 3-0 (foi vê-lo a passar por três homens do Porto de botas amarelas e a meter a bola no fundo da baliza). Momentos antes, Falcao tinha falhado o 2-1. Melhor, Almunia defendeu o 2-0. Equipa que não marca...



A partir daí não houve mais Porto (se é que já tinha havido) e o 4-0 surgiu com naturalidade.
As entradas de Guarín e Mariano (Rúben Micael esteve em campo?) já só serviram para não sofrer mais...
Já a acabar e já com a história quase terminada, Fucile fez um penalti que resultou no 5-0 para os gunners.

Quero destacar:
  • A actuação desastrada de Fucile. Mau de mais!
  • A actuação do Helton na primeira parte, apesar de ter sofrido dois golos.
  • A jogada de sonho de Samir Nasri.
  • O oportunismo do Bendtner (hat-trick).
  • A exibição de Abou Diaby... Que pêndulo fenomenal! Correu, deu linhas de passe, defendeu, atacou... No final vejo a estatística e reparo que teve uma percentagem de passes certos de 87%. Num homem que joga a meio-campo é o que se quer...

Seria injusto não declarar Bendtner o MVP mas... Diaby!!!