quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Real vs Barça ou como parar o Tiki Taka continuação



Acabou a primeira parte deste duelo para a taça do Rei, ante do jogo escrevemos que Mourinho deveria jogar com Lass Diarra e que o único jogar capaz de fazer o mesmo que o pequeno médio Francês faz, seria Pepe, ambos jogaram, ambos no meio campo mais, Xavi Alonso, 3 médios de trabalho para parar “La Pulga” Messi. Alternando entre Bloco baixo e intermédio, com pressão sobre os médios e defesas do Barcelona, procurando as transições rápidas, procurando principalmente Cristiano (basta ver golo do Real), fechar bastante o espaço central para evitar as diagonais entre os centrais e laterais.



Tudo bem pensado e preparado antes do jogo, mas é ai que esta a grande diferença entre estas duas grandes equipas, enquanto o Real em todos os jogos assume o domínio do jogo e não prepara o jogo em função do adversário, mas em função de si mesmo e da sua qualidade, contra o Barça tem que preparar e jogar em função do Barça.



O Barça joga em função da sua forma de jogar em qualquer relvado, em qualquer país, contra qualquer equipa, principalmente no Santiago Barnabéu, onde gosta de vincar mais ainda o seu Tiki Taka.



A questão ao intervalo da eliminatória é agora ainda mais complicada, como parar o Tiki Taka e ganhar por dois golos!?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Real vs Barça ou como parar o Tiki Taka.....



O Real vs Barça é sem dúvida e será sempre um jogo especial, o clássico dos clássicos de Espanha. O Monstro Blanco contra ‘MÉS QUE UN CLUB’! Nos últimos anos a juntar tudo o que já envolvia estes jogos, aparece também a questão de como pode o Real parar o tiki taka do Barça.
Mourinho é o único treinador do mundo que nos últimos 3 anos parou o Barcelona em uma eliminatória a duas mãos, a celebre meia-final da liga dos campeões com o Inter! Depois disso o mesmo Mourinho voltou a trava-los mas desta vez num único jogo (final da taça do Rei).
A questão volta a colocar-se como tentará travar o Real a máquina de posse de bola Barcelonista!
Uma coisa será certa, Mourinho terá aprendido dos últimos confrontos neste ano e meio, que terá que actuar no meio campo com Lass Diara, é o único médio do plantel Merengue com intensidade de movimentos capaz de poder dificultar a vida a Messi, que como tem sido habitual não jogando a avançado entre o centrais, surge constantemente na zona dos médios para embalar de trás com ou sem bola. Lass É o único médio que consegue acompanhar na velocidade e agressividade estes movimentos de Leo. Não colocando Lass, o único que poderia fazer isso, seria….Pepe, Khadira ou Xavi Alonso são sempre engolidos pelo dinâmico Messi.
Em que zona colocar o bloco para pressionar? Mourinho já tentou as três, bloco alto com pressão na saída da bola, bloco intermédio, buscando depois a transições ofensivas, e um bloco baixo que consegui arrastar a já referida final da taça do Rei para um prolongamento que lhe acabou por dar a vitória!
Como parar Xavi e Iniesta? É inequívoco o 6 e o 8, são os dois cérebros de todo o Barça um a partir do corredor central (Xavi), outro partindo normalmente da esquerda (iniesta), a marcação homem a homem á muito que esta ultrapassada e não entra nos principio de jogo de Mourinho, adepto do espirito solidário do colectivo, e espirito de grupo que a marcação zonal é reflexo, portanto tornar o campo muito pequeno com contenções e duplas coberturas poderá ser uma solução, para os travar, (xavi e Iniesta) tentando entregando a responsabilidade de organização a Busquest não tão dotado tecnicamente e não tão rotinado para pensar o jogo!
Diagonais dos avançados! Não jogando Villa nem Pedro, sobra praticamente só Alexis Sanches para jogar no limite do fora de jogo em diagonais entre os laterais e centrais, Messi também pode e sabe jogar dessa forma, mas falta-lhe paciência para esperar ser servido, gosta mais de recuar e se servir vindo de trás.
O Real joga para ganhar em todos os campos , é assim pelo seu peso histórico, para mais diante do seu público, mas actualmente para ganhar ao seu estimado rival, terá que saber primeiro como e onde para-lo.
Sentem-se e divirtam-se é ás 21h,

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Plano de Jogo


Braga vs. Sporting, olho para o 11 de Domingos e fico curioso com o plano que possivelmente ele possa ter! Entrar num jogo com um grau de dificuldade como aquele, com 3 jogadores que pouco tem jogado (Rodriguez, Evaldo e o recém chegado e com pouca competição Ribas) mais Capel a jogar do lado contrario ao que habitualmente ocupa! Em suma talvez demasiadas alterações para um jogo de tamanha importância contra um adversário não muito fácil! Só Domingos saberá qual era o seu plano de jogo, porque todo o treinador entra para estes jogo com um plano de jogo, conseguir ou não cumpri-lo deve-se depois as incidências do jogo!
Todo o plano poderia ter resultado se ainda antes do 1º golo do Braga, Matias não acertasse no poste, quando sozinho inventou uma jogada de perigo, mas no futebol não há se, e o papa metros nas transições Mossoró, em duas transições ofereceu a Hélder barbosa e Lima a possibilidade de serem felizes no jogo.
O Plano de Domingos falhou por uma bola no poste, mas que era um plano muito arriscado, sem margem para duvidas que era.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Giuseppe Giannini

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Voltaram, voltamos...!!!

Os regressos são sempre aguardados com muitas espectativas, esperados com um imenso se de será que vai ver igual, será que ainda consegue fazer o que fazia, ser como era! Neste fim-de-semana houve dois jogadores que regressaram aos seus clubes de sempre Paul Scholes, depois de 6 meses de ter anunciado a sua retirada, volto para liderar o Manchester United dentro do relvado, e parecia que andou este tempo todo a treinar para aquele momento, e Henry voltou ao clube onde foi mais feliz, ao clube que tem de facto a sua face! 10 minutos depois de ter entrado, apareceu descaído sobre a esquerda acelerou com a bola e fez um passe para a baliza, golo de Henry, golo À Henry. Ambos mostraram que pelo menos no caso deles, o” se” voltaria a ser a mesma coisa, nem se poderia colocar! Claro que sim!
Nós tal como eles, estamos de volta, depois de muitos meses de fora, se voltará a ser o que foi? Esperamos ter a mesma competência que tem Scholes e Henry para vos (voltar) continuar a dar jogadas de sonho.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Estar lá, aparecer por lá!




No passado quase todas as equipas que queriam ser campeãs, tinham que ter um chamado homem de área, alguém que gostasse e se sentisse bem, dentro daquele espaço de relva onde, nem todos tem a capacidade de sobreviver anos a fio, ao mais alto nível
Essa espécie tende a desaparecer, sendo cada vez mais substituída, por uma outra espécie de update, desses Pontas de lança, aliás já não se chamam pontas de lanças são os avançados modernos. Porém, existem os que insistem em sobreviver e a essa extinção! Peter Crouch, Andrew Carroll, Emmanuel Adebayor, os eternos Filippo Inzaghi e Morientes ou o “Português” Óscar Cardozo, são alguns exemplos desses resistentes. Pontas de lança que “respiram” melhor dentro da área, fora dela, são jogadores que normalmente denotam dificuldades, técnicas, criativas, tácticas, são patinhos feios, por quem normalmente poucos ou nenhuns pagavam para ver jogar (ex: Jardel), (há e houve excepções Van Basten, Batistuta, Klinsmann, Romário são exemplos de pontas de lança que encheram estádios, para os ver jogar, mas esses são de outra elite).





São jogadores que dependem de toda uma equipa, para lhes fazer chegar a bola, mas que quando isso acontece, sabem que as hipóteses de eles a colocarem dentro da baliza, é muito grande. São jogadores de estar na área, e de um pequeno espaço de terreno, fazem o seu parque de diversões.
Mas esta sua dependência colectiva, fez surgir um novo estilo de “Pontas de lança”, os avançados, jogadores capazes de jogar fora do “habitat” natural dos pontas de lança, jogadores capazes de sair dela, para auxiliarem na construção de jogo no ultimo terço do campo, jogadores capazes de pensarem como um 10 antigo, e aparecerem a finalizar como um 9, jogadores não de estar na área mas de aparecerem na área (exemplo Raul).
Se no passado ainda se tentou combinar essas duas características, ponta de lança de área com um avançado mais móvel, nos dias que correm uma parte das equipas de top, procuram combinar dois avançados móveis na frente do seu ataque.





Os bons “pinheiros” como recentemente Paulo Sérgio lhes chamou, não abundam no mercado, por isso também são caros, apesar de como referi á pouco, poucos comprarem um bilhete para irem ver por exemplo Cardozo, mas a certeza da garantia de um mínimo de 15 golos por época, fazem com que apesar de não muito apreciados, a sua utilidade é inquestionável.
Dou como exemplo a selecção portuguesa! Ao longo da sua história, salvo algumas gerações, debateu-se quase sempre com problemas para encontrar goleadores, homens que marcassem golos sistematicamente e que garantissem vitórias, mesmo tendo poucas oportunidades para os fazer, Torres, José Aguas, Eusébio, Jordão, Gomes e mais recentemente Pauleta (todos pontas de lanças puros exceptuando o “Pantera Negra”)!
Se me perguntassem qual era para mim, o jogador que eu teria colocado nos últimos 10 anos na frente de ataque da selecção, a minha resposta só poderia ser uma….João Tomás, o melhor “pinheiro” Português da última década, no entanto olho para as suas internacionalizações e 4 dedos de uma mão chegam, para as contar!



Há e há-de existir sempre uma diferença entre os homens que estão na área e os que aparecem na área, os primeiros serão sempre incompreendidos no futebol actual. Mas há e haverá sempre espaço para quem dá o sal e a pimenta ao jogo de futebol.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Quem é este novo Fernando


Fernando, veio para o Porto referenciado como médio de cobertura, e foi assim que durante as 5 épocas que esta na equipa azul e branca (com meia época de empréstimo ao Estrela da Amadora, sempre jogou, fazendo as costas dos médios mais construtores / organizadores, ancora na circulação da bola, primeiro peão de guarda da fortaleza defensiva.

Ao olharmos hoje, para o nova matriz de jogo do Porto de Villas Boas, é essa a 1ª grande diferença que se constata quase de imediato.
Fernando ganhou outra dimensão (Villas Boas, logo na pré época alertou-o para essa necessidade), aparece agora em terrenos mais adiantados, participa activamente na dinâmica ofensiva da equipa, aparecendo como apoio directo dos alas em zonas mais interiores do campo, e chegando para ganhar as segundas bolas, próximas das zonas defensivas adversárias. Por vezes parece que joga até mais a frente no campo que João Moutinho por exemplo (a chegada de Moutinho com a sua cultura táctica, também ajudou o Brasileiro)!

O Certo é que hoje, vendo Fernando jogar com mais liberdade, pergunto-me porque escondeu tanto Jesualdo, estas características de Fernando?
Tinha duvidas que no seu jogo, conseguisse ter a dimensão do chamado 8, mas revelou-se uma agradável surpresa. E tudo isso mantendo-se o “6” que já era!

Assobiar para o lado!


Ontem recordei-me das palavras de Fernando Santos, poucos dias depois de terem sido dispensados, os seus serviços como Treinador do Benfica, ainda muito no inicio da época 2007/08, tendo sido o seu lugar ocupado por Camacho.
Nessa altura Fernando Santos chamada a responder sobre a qualidade dos recém chegados, quando questionado sobre o 7 encarnado e sobre o facto de ainda não ter justificado o porque da sua contratação. disse apenas Santos. Vai marcar e não 9 ou 10, quando começar a marcar, vai marcar e muito!

Ontem e após as assobiadelas de terça feira, com o qual respondeu com um golo, como dizia, no jogo de ontem, assobiou para o lado, como quem anda a ali a passear, e dando uso aos 17 segundos??’ que teve a bola nos seus pés, fez mais 2 golos!

Para ser sincero, acho que Cardozo, já definiu o seu objectivo para esta época, chegar aos 100 golos com a camisola do Benfica! Aceitam-se apostas!

Cardozo conhece como ninguém as suas limitações, e é esse factor que faz dele o ponta de lança goleador que é!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Silvestre Varela


Lembro-me bem de ver, um jovem que jogava em toda a frente de ataque nos escalões jovens do Sporting! Já na altura rápido, já na altura possante, já na altura quando o via em determinados jogos preso na frente do ataque, dizia que ali não era o seu lugar, numa equipa de ataque organizado, em posse e circulação! Que na faixa, aberto como extremo, ou surgindo de trás, como apoio de um ponta de lança, poderia ser muito mais aproveitado o seu potencial!
Chegado ao futebol sénior, esse jovem, primeiro teve que sofrer num campeonato de divisão secundária, onde certamente aprendeu a dureza do futebol sénior, depois voltou á casa mãe onde o treinador (Paulo Bento) não soube, não quis, ou não viu, como potenciar o seu futebol!
Talvez, tenha sido a sorte de Varela, rumou a Espanha, onde jogando numa equipa de meio / fundo de tabela, aprimorou todo o seu futebol, que agora apresenta, jogador de linha, que principalmente em transições rápidas, consegue dar largura e profundidade, a uma equipa que joga principalmente em posse e circulação. Em Espanha Varela melhorou o aspecto táctico do jogo, principalmente no aspecto defensivo, sendo agora o melhor amigo do lateral que jogue nas suas costas! Haja C Rodriguez, haja James Rodriguez, mantendo-se como se tem apresentado desde a época passada, Varela joga sempre!
Lembro de o ver menino, e me questionar, se ele entenderia o jogo, se ele algum dia iria perceber que o jogo não É feito só de forca e velocidade! Anos mais tarde, afirmo com toda a certeza que hoje Silvestre entende o jogo, sabe que terrenos pisar, quando e como os pisar!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Manuel Fernandes e os jovens vitimas da falta de competividade.


Será quase inevitável que após este mau (péssimo) arranque para a possível qualificação para o Euro 2012, dizia eu, é quase inevitável que Carlos Queiroz, caia do posto de seleccionador, se a sua vida na federação já não era fácil, desde a eliminação no mundial, pelos motivos que se sabe, agora chegou ao ponto do provavelmente insustentável .
Mas não é sobre esse tema que me quero centrar, pretendo-me centrar, numa das possíveis vitimas do que se passou dentro do campo, no futebol propriamente dito. Manuel Fernandes.
Confesso, sou fã deste médio box to box, desde que apareceu no futebol Português, numa ascensão inesperada, mas que desde logo demonstrou forte personalidade, porem nem sempre bem aconselhado.
Manuel Fernandes é um médio com características únicas nos futebolistas de top Portugueses, médio, rápido a pensar e a executar, forte nos confrontos físicos pela agressividade com que disputa os lances, qualidade técnica (recepção de bola e qualidade de passe a curta e longa distancia) criatividade e forte e colocado remate de zonas fora da área. Os mais semelhantes seriam Meireles (num outro registo) e Maniche na altura que estava no auge das suas capacidade físicas e técnicas.

Manuel Fernandes foi aposta da equipa técnica para estes dois confrontos (Chipre e Noruega), e em minha opinião dos foi melhores nos dois jogos, tendo até marcado um golo, e tido mais uma ou outra oportunidade em remates de fora da área.
Adivinham-se mudança na “cabeça” que comandará as opções técnicas, e muito sinceramente tenho a sensação (espero estar enganado) que “Manelélé”, será uma das vitimas desta desorganização federativa, técnica, e destas guerras institucionais levantadas.
Pena para um jogador que volto a dizer, quando quer é dos melhores jogadores que Portugal tem actualmente.
A selecção nacional é apenas a face mais visível, daquilo que era á muito visível, o abandono federativo e clubistico de bem formar jovens jogadores. Pagamos agora o preço de Scolari não se ter importado nada com essa situação, pagavam-lhe para orientar a selecção principal, tudo o que estava abaixo disso, pouco importou. Obteve resultados no que lhe foi pedido é certo, mas foi dos que ajudou ao estado de coisas do actual futebol Português.
Campeonatos de Juniores, Juvenis e Iniciados, pouco competitivos, levam a estagnação dos melhores jovens Portugueses, por falta de competitividade, fazer 4/5 jogos com maior grau de dificuldade durante toda uma época desportiva, leva-os a ter dificuldades a acompanhar o ritmo dos jovens Espanhóis, Franceses, Ingleses entre outros, que regularmente (quase semanalmente) enfrentam adversário difíceis, trabalhado assim aspectos como intensidade de jogo, capacidade de concentração no mesmo, ritmo de jogo, chegando ao futebol profissional muito mais preparado.
O Comum do Adepto, não entende como temos dificuldades em nos qualificarmos, ou não nos qualificamos mesmo para as fases finais de Europeus, Mundiais dos escalões mais jovens, o mesmo acontecendo para jogos Olímpicos.

O texto principalmente centrava-se em Manuel Fernandes, é apenas um exemplo de um grande jogador, que podia ser ainda melhor, se a formação em Portugal não tivesse parado no tempo.

“Manelélé”, provavelmente tendo medo de não evoluir o seu futebol, quiz ir cedo para fora, onde nem sempre jogou, mas mesmo treinando mais do que jogando vejo nele, um jogador mais jogador, porque até o treino é feito a outro ritmo, um ritmo mais elevado, vai-se treinar, não se vai ao treino.

A resolução do problema estará sempre na base, enquanto assim não for, encontraremos o “cancro” já em fase adiantada no top da pirâmide.

Ps: Á alguns anos que afirmo que temos uma selecção banal, desde que os “ dinossauros “ (Rui Costa, Figo entre outros. A sucessão pouco ou nada foi preparada.

Falei de manuel Fernandes, poderia ter falado de tantos outros.....

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

ADN Futebolistico

Muito se fala agora de ADN ou de códigos genéticos. De uma forma simplificada ADN, É a base do ser humano enquanto ser semelhante a outro ser da sua espécie, e enquanto ser único dentro da sua espécie (não é uma definição cientifica, mas sim pessoal).

Toda a equipa tem o seu ADN colectivo, mas É o ADN individual de cada jogador, que faz esse colectivo mais ou menos forte, mais ou menos capaz de vencer

Eto'o ao longo da sua carreira sempre foi ponta de lança, homem mais avançado, que partindo da zona central, procura movimentos de rotura, nos espaços para ser servido, utilizando a sua forca a sua capacidade de explosão e velocidade. É este o seu ADN, são estas as suas características individuais, mas no seu ADN está também escrito que tem (deve) ser em movimentos a partir da zona central. Retirar-lhe desse espaço e pedir-lhe para jogar com extremo É adulterar-lhe o seu código genético.



Todos sabem qual é o código genético do Barcelona,” tik taka”, 40, 50 toques para chegar á baliza, dentro dessa filosofia de recepção, passe e desmarcação no espaço vazio, seria impossível pedir por exemplo a Iniesta para ser extremo puro, encostado a linha esperando ser servido!


O ADN de Iniesta cresceu como médio centro, como pensador de jogo, não como jogador explosivo de linha. Assim Guardiola, retirando-o do seu espaço natural, o centro do jogo, não lhe retira o seu código genético, permitindo-lhe pensar o jogo a partir da esquerda, sempre perto de Xavi, como médio interior, não como extremo!



São dois exemplos, apenas e só dois exemplos, muitos mais poderia aqui apontar. É claro que há jogadores que as suas características, ou a forma como aprenderam a entender o jogo, lhes permitem, ser felizes adaptações, chegando mesmo a ser jogadores de top, a pergunta que aqui deixo, é que jogadores seriam, se os deixassem ter continuado a sua evolução no lugar onde o seu “ADN”, é mais favorável no jogo. São aquilo que nós actualmente chamamos os polivalentes, jogadores que podem fazer com a mesma regularidade mais do que um lugar no campo, mas no seu código esta vincada, as suas melhores características para actuar em determinada posição. O máximo exemplo que posso dar é João Moutinho, jogador que pode jogar em qualquer posição do meio campo com a mesma regularidade, mas que jogador seria hoje João Moutinho, se por exemplo se tivesse especializado a jogar no vértice mais recuado do meio campo? Outro exemplo David Luiz! Teria feito a época que fez no ano passado, se andasse ainda a navegar entre central e lateral esquerdo? Fixou-se finalmente no lugar onde o seu ADN futebolístico, lhe permite expressar todas as suas potencialidades (central), e a partir dai cresceu.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Posições contra natura

Nem sempre acontece, mas normalmente, uma equipa é o reflexo do seu treinador, daquele que pensa o seu modelo e a sua filosofia de jogo. Treinadores emotivos, equipas aguerridas, treinadores mais serenos, equipas mais pausadas, com um futebol mais pensado. O ideal é encontrar um treinador com estas características, entre outras é claro.
Vejo com atenção a final da super taça Europeia, entre o Inter de Milão, agora de Rafa Benitez e o Atlético de Madrid de Quique Flores. Jogo feio, com equipas mais a pensar em estar bem posicionada nos momentos em que perdiam a bola, a arriscarem pouco. O jogo realmente começou quando, o nosso conhecido Reyes, inventou aos 62 minutos o primeiro golo “Colchonero”.



Pouco tempo depois, Quique tirou Reyes e lançou Fran Merida, médio centro de 20 anos, iniciado na formação no Barcelona, mas cedo levado para o Arsenal. Pensei que Quique o colocaria a médio centro, para ter alguém que guarda-se mais a bola e gerir-se mais o jogo, procurando não perder a bola e assim fazer a gestão do jogo com bola. Enganei-me Merida entrou para médio / extremo direito, para um lugar contra natura tendo em conta a forma como o Atlético jogo e as suas características pessoais.
Rafa Bentiez, depois de ter dado um tiro nos pés logo na forma como pensou o jogo, aniquilou a sua própria equipa até ao 68 minutos, altura em que tirou (finalmente) Dejan Stanković, e colocou Goran Pandev, mas é aos 78minutos que entra Philippe Coutinho.



Coutinho, médio centro Brasileiro, criado nas escolas do Vasco da Gama. Jogador criativo, muito forte nos espaços curtos, com muita qualidade técnica com uma enorme visão de jogo, pena que Benitez tenha retirado do campo Wesley Sneijder. Benitez não percebeu que precisava dos 3 (Sneijder, Coutinho e Pandev) em campo simultaneamente para poder abrir a forma de defender do Atletico. Para além de ter retirado Sneijder, colocou o Brasileiro encostado á esquerda, como extremo, lugar contra natura para este menino. Na única vez que apareceu no seu lugar natural, fez um passe de rotura para Maicon deixar Milito de frente para a baliza, resultado, penalty para o Inter.

Serve esta breve discrição , do jogo e das substituições efectuadas, para me questionar, do porquê dos treinadores colocarem jogadores como Merida e Coutinho (como exemplos) em lugares que não são os seus. Estes dois meninos pela qualidade técnica e criatividade que têm, pela visão de jogo e a forma como o lêem, tem que jogar na zona onde ele se decide, zona central. Para o pensar (Merida) para o desiquilibrarem (Coutinho). O Atlético defendeu bem, mas com bola, faltou sempre quem o pensa-se, lhe marca-se o ritmo, lhe dê-se critério. No Inter a marcação zonal a Wesley Sneijder, deixou-o sem espaço para conseguir desiquilibrar, faltou-lhe quem divide-se consigo essa responsabilidade, quem o ajuda-se a criar desiquilibrios para servir os avançados.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Braga na dinamica de Matheus


Muito mérito, muitíssimo mérito mesmo! Não importa aqui se o plantel do Sevilha é o mais fraco dos últimos anos, É o Sevilha Navas (encanta-me vê-lo jogar) , Fabiano Kamouté, Zokora, É o Sevilha vencedor da taça UEFA, é o Sevilha habituado a estas andanças, é o Sevilha de um pais campeão da Europa e do Mundo!
Mas voltemos ao Braga! Na base parece que o sistema e o modelo de jogo é o mesmo, mas há um homem que lhe confere dinâmicas diferentes das da última época! Matheus! Se na época passada, os lugares de ponta de lança foram ocupados na maioria das vezes por Meyong, Renteria ou Adriano, entrando muitas vezes Matheus para essa posição ou para as alas. Nesta época Domingos parece ter encontrado finalmente o espaço natural do Brasileiro! Na frente entre os centrais, mas jogando de frente para a baliza, sempre pronto para movimentos de rotura do meio para as costas dos laterais, sempre pronto a fazer diagonais venenosas, sempre pronto a receber passes de rotura. É essa dinâmica que Matheus confere, ao contrario dos avançados da época passada, que eram mais fixos, menos moveis, mais Pontas de Lança e menos avançados. Meyong de outros tempos tinha características semelhantes ás de matheus, mas a idade tornou-o mais "preso" na frente de ataque. Em jogos como o de ontem, em que a equipa adversaria tem que correr atrás do resultado, Lima é o complemento ideia a Matheus, rápido finalizador. Salino (parece querer confirmar em Braga a grande época no Nacional) e Vandinho seguram a zona central do meio campo e lançam perigosas transições nos pés de Alan, Paulo César e os já referidos Lima e Matheus, Não esquecer o papel de Luís Aguiar, que será Hugo Viana de época passada, faltando ainda Mossoró, para completar quatro boas opções para o meio campo.
Mas voltou a referir, que é na dinâmica de Matheus que muito se vai mover o Braga 2010/11, numa dinâmica de velocidade explosiva nos últimos 30 Metros do campo.
Uma nota final, para aquele que já é para mim o segundo melhor lateral direito a jogar em Portugal, Sílvio, Domingos ainda duvidou da sua capacidade para estes jogos, ontem o "miúdo" provou que não vai ficar em Braga muito tempo! Em relação a este miúdo, algum arrependimento deve existir pelas bandas da Luz.

António Alvarez, passou 9 anos como adjunto de vários treinadores que passaram pelos Sánchez Pizjuán, na epoca passada assumiu o cargo de treinador principal, parece-me ter estudado mal o Braga, só assim se justifica, não ter percebido que era preciso algo mais que os cruzamentos de Navas para Fabiano e Kanouté, para bater o Braga, é certo que fizeram no jogo de ontem dois golos de cabeça, mas já numa fase em que a desconcentração e a euforia do momento retiravam concentração a defensiva Bracarense, em Braga Navas deve ter tirado 20 ou 30 cruzamento, ontem mais ou menos o mesmo número Moisés, Rodriguez e o guarda redes Filipe ganharam 95% desses cruzamentos.
Percebeu tarde que teria que disposicional mais a defensiva Arsenalista, dando mais mobilidade aos seus homens da frente, deixando Navas e Perotti fazer mais movimentos interiores, de apoio aos avançados, obrigado Kanouté e Fabiano a procurarem mais espaços vazios entre as linhas defensivas Bracarenses, que provavelmente não poderia deixar Vandinho jogar tão á vontade para fazer coberturas defensivas quer no meio campo, quer nas laterias.
Nem todos os treinadores tem perfil para serem principais, e ao longo deste eliminatória António Alvarez demonstrou que tem mais perfil para ser provavelmente um bom adjunto.


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A culpa será só de Roberto?


Numa prova de longa duração, como é um campeonato nacional, com o formato do campeonato Português, normalmente é importante começar bem! Falsas partidas iniciais normalmente colocam as equipas que as fazem em maus lençóis!

Segunda jornada, segunda derrota do ex- super candidato Benfica, não deixou de o ser, mas certamente deixou de ser Super candidato. Após uma pré época com muitos sinais de insegurança defensiva, e de insegurança no posto de baliza, causada pelas más prestações de Roberto, contratação mais cara do defeso encarnado. Esses sinais mantiveram-se até ao inicio do campeonato, mas em minha opinião, o Guarda Redes Espanhol não tem responsabilidades nos golos sofridos na 1º jornada frente á Académica. Porém na Choupana, Roberto comprometeu e muito a equipa, dividindo culpas no 1º golo com toda a equipa, e tendo que assumir 100% a responsabilidade do 2º golo Nacionalista. Mas a culpa será só de Roberto?

Na época passada a equipa encarnada, sofreu muito poucos golos de bola parada 6, no total, tendo um posicionamento defensivo onde Luisão, David Luiz, Cardozo, Javi Garcia, pela forma como faziam o posicionamento defensivo zonal, tinham grande importância. O 1º poste normalmente era ocupado por um jogador de estatura média alta, matando muitas das vezes os pontapés de canto no 1º poste.
Outra virtude, era a forma activa com que a equipa atacava a bola, após esta ter sido batida pelo adversário.

Este ano, a equipa já sofreu 4 golos em competições oficiais por mau posicionamento defensivo em bola parada ou por adoptar comportamento passivo de não ataque á bola (1 golo do Porto final da Supertaça, 1 golo da Académica e 2 golos na Madeira).

Se é verdade que se podem e devem amputar culpas a Roberto, pelas suas falhas individuais, não é menos verdade que toda a equipa tem responsabilidades nos lances de bola parada.

Phill Jackson, treinador de basquetebol, na competiva NBA, qual já ganhou 11 títulos da campeão, sendo o treinador na história da competição com mais títulos, disse um dia
“o que une uma equipa, é quando um cobre as fraquezas do outro”
Portanto a culpa não será só de Roberto!

Ps: De qualquer das formas penso que é inevitável, é hora de Jesus proteger o seu atleta, dar-lhe inclusive férias, dizer-lhe para descansar, relaxar, uns dias fora do Benfica, de Portugal, da Europa, sem jornais. Podia ser que isso trouxesse o Roberto que levou o Benfica a gastar a verba que gastou na sua contratação.
Continuo a dizer que o Espanhol tem boas características técnicas para a posição que ocupa, não creio que seja tão mau como tem demonstrado, mas há algo que o está a impedir de se soltar, e é esse algo que esta a fazer a diferença, infelizmente para o Benfica com custo de pontos.

sábado, 21 de agosto de 2010

Banco de Luxo???!!!

20:18, o Sr Teixeira Vitienes, acaba de apitar para o intervalo da 2ª mão da final da supertaça de Espanha. Vou só escrever a equipa titular do Barça e depois os suplentes. Titulares Valdes, Daniel Alves, Piqué e Maxweel; Sergio Busquets, Xavi , Keita, Pedro, Bojan e Messi. Mas não é o 11 titular que mete inveja! Vou agora escrever-vos os suplentes . Pinto, Puyol, Villa, Iniesta, Millito, Adriano e Ibrahimovic. Com este banco, qualquer treinador vive descansado, neste caso é só aquele senhor que mais parece um jogador do plantel Barcelonista, que esta lesionado, Guardiola. AH só um pormenor, o resultado está 3-0 ao intervalo para o Barcelona!