quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Finalmente o meu Inter!


Vejo com especial atenção, o Inter vs Rubin Kazan, e numa vista rápida no onze titular Neroazzuro, logo sorri, finalmente Mourinho tinha apostado no meu Inter, naquele ataque que penso, mais favorece os jogadores que o compõe.
E se na defesa nada fugiu ao habitual, foi a partir do meio campo - ataque que desde cedo se aguçou a minha curiosidade. Thiago Motta, não é nem nunca será um médio de grande correrias, será sempre um médio de ocupação de espaços, qualidade de passe na transição ofensiva e fechar linhas na transição defensiva, fazendo tudo isto jogando quase quieto, sem sair muito do seu lugar, o mesmo papel poderia / poderá ser feito por Cambiasso. Já Stankovic é de outra fibra, outra vocação ofensiva e defensiva, apesar dos 31 anos, por vezes faz-me lembrar os meninos de 19, pela intensidade com que disputa os lances. Sneijder é um maestro, que gere já, aos 25 anos os ritmos de um jogo como um veterano em fim de carreira, acelera quando deve, arrefece quando a equipa precisa de descansar e ou arrefecer os adversários, depois todo ele é criatividade, técnica e sentido de equipa. Foi aqui que mourinho começou a ganhar o jogo.

Se José começou a ganhar o jogo por ter optado pelo 4*3*3, disposto como referi, acabou, por o ganhar na colocação de Balotelli ao lado de Millito e Eto´o. Constantes trocas posicionais entre estes 3 homens quando em posse, 3 finalizadores, capazes de jogar sobre as 3 faixas do relvado, capazes de segurar , tabelar, driblar. Ficou para Mário a missão, de quando em perda baixar no campo com dois objectivos, equilibrar o meio campo defendendo em losango e dar a possibilidade ao 45 “Neroazzuro” de jogar de trás para a frente, embalado, como tanto gosta.

Como Mourinho disse já algumas vezes o Inter jogou com 3 avançados, mas se bem me recordo foi a primeira vez que entrou assim. Naquele que penso que seja o modelo que mais favorece e potencia a equipa de Mou.
Pessoalmente não acredito, e não acredito que Mourinho acredite, que haja jogadores incompatíveis em campo pelas suas características, acredito sim é que há que trabalhar e melhorar essas incompatibilidades, para não as expor na equipa.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Liedson e a difícil arte de jogar sozinho


Liedson disse no final do jogo Sporting vs Heerenveen, entre outras coisas, que não se sentia bem a jogar sozinho na frente do ataque Sportinguista.
Com esta declarações deixou o récem chegado Carlos Carvalhal, preso num dilema, visto a importância do Luso Brasileiro na equipa e nos corações verde e brancos. Manter o plano que tinha traçado, que em minha óptica, passava por em 1º lugar equilibrar a equipa defensivamente, ensinando-a a estar bem colocada na perda de bola, no novo sistema de jogo, ou trabalhar o mesmo sistema mas tendo uma visão mais atacante. Acontece é que para mal de Liedson ofensivamente são poucas as opções que dão garantias, e nem o regresso de Izmailov, que certamente devolve ao Sporting algo ofensivamente, será uma solução infalível. O Russo esteve muito tempo parado.
O Problema do 31 não é jogar sozinho, por já o fez varias, vezes, o seu problema é ter a equipa sempre com receio de arriscar no ataque. A equipa 1º que tudo, esta a pensar que deve estar bem colocada no momento que perde a bola, o que não é um pensamento incorrecto, no entanto está-lhe a reprimir os movimentos atacantes. Provavelmente só quando toda a equipa, que joga nas suas costas de Liedson, se sentir confortável, mais confiante e mais rotinada neste modelo ofensivamente, se sentirá com capacidade de chegar mais perto do seu ponta de lança,
Voltando só um pouco atrás, a Izmailov que ocupará o faixa direita do meio campo, penso que Carvalhal para dar mais largura e profundidade ao seu 4*5*1 ou 4*2*31 como lhe queiram chamar, poderia arriscar com Vukcevic na faixa contrária, o Russo é inteligente e disciplinado tacticamente, o que não lhe impede de dar largura e profundidade ao jogo, não sendo um extremo puro, e Simon é agressivo, lutador, desequilibrador, jogando com um pouco mais de liberdade para errar, e de se aproximar do Levezinho. Complicado? Não me parece. Parece-me sim altura de fixar Adrien na equipa ao lado de Moutinho e “despachar” Miguel Veloso para lateral esquerdo, em minha opinião esta-se a perder um excelente lateral (nível mundial), por um bom médio de nível nacional.
São poucos as soluções, muito poucas as que actualmente tem Carvalhal, em enquanto não chegam, este é para mim o 10 mais forte leonino (mais guarda redes é claro) no esquema que Carvalhar pretende.
Abel, Carriço, Polga, Veloso na defesa, Adrien e Moutinho na frente deste quarteto, Izmailov e Vukcevic pelas laterais do meio campo, tendo liberdade para trocarem de flancos o que permitiria diferentes soluções de jogo ofensivo ( por exemplo, com Izmailov á esquerda, permite maior mobilidade a Miguel Veloso a dar profundidade ajudando o Russo em zonas mais interiores, como apoio de Moutinho e Matias Fernandes, para jogar curto, com Vukcevic á esquerda, permite a Veloso jogar mais subido, quase na linha de médios, ou seja como falso lateral esquerdo, fazendo o corredor) Matias Fernandez na posição 10 e Liedson na frente.

Não sei se raparam a numero de vezes que referi o nome de Miguel Veloso na parte final deste texto, talvez por ser o jogador com maior confiança, melhor dinâmica e intensidade no jogo verde e branco. Por isso penso que o seu posicionamento em campo também em muito contribuirá para uma possível de rendimento do Sporting.

O Bom gigante e o coelho saltitante


O Benfica teve nas suas fileiras, nas suas celebres equipas dos anos 60 até inicio da década de 70, num total de 12 épocas desportivas. O já falecido José Torres, que ficou conhecido pelo “Bom Gigante”, pela sua forma de estar dentro e fora dos relvados. Claro está que a parte do Gigante do seu cognome se devia aos muitos cm que transportava, e que fazia dele, muito mais alto que a média dos Portugueses.
Óscar René Cardozo Marín, certamente não conheceu Torres, mas “mestre” Eusébio certamente que teve oportunidade de lhe falar dele, após a chegada deste Paraguaio ao Benfica na época 2007/08. Se no inicio os 192 cm de “Tacuara” se estranhavam pela sua pouca mobilidade, limitado jogo de cabeça, mais tarde se entranharam pela capacidade deste “Gigante” fazer golos principalmente de pé esquerdo. Jogando mais, ou jogando menos minutos, Cardozo aproveita as oportunidades para mostrar que é um homem de área, e aproveitou principalmente para tentar evoluir nas suas limitações como ponta de lança (velocidade, jogo aéreo, pé direito) e com isso aumentar os seus recursos para chegar ao golo, que parece a única palavra que se lhe conhece.

Esta época o jogo de Cardozo parece ter atingido o seu melhor patamar desde que de encontra em Portugal, e a esse facto não é certamente alheio dois factores, o 1º a sua evolução nas suas maiores limitações, e 2º o Benfica encontrou um parceiro com as características ideias para jogar ao seu lado, ou atrás de si.

Saviola desde cedo se deu a conhecer ao mundo, e apesar de ter chegado a dois dos maiores clubes do mundo, quer em Barcelona, quer em Madri (Real), não perceberam que “El Conero” não é um ponta de lança de jogar fixo, poderia ser, mas os seus 169 cm e 67 hg de peso, tornam-no num jogador de grande agilidade. As suas melhores épocas Sevilha e Mónaco, foram sempre ao lado de um ponta de lança, com características muitos diferentes das suas, jogadores capazes de jogar fixos e de prender os centrais. Tal como é…Óscar Cardozo. Em Sevilha foram Kanouté e Luís Fabiano, no Mónaco Chevanton e Kallon.

Com esta dupla tem ganho e muito o futebol ofensivo encarnado, Saviloa tem a capacidade de jogar nos espaços nas costas de Cardozo, de cair nas linhas em diagonais do centro para as alas, de pensar e executar rápido, de servir ou finalizar. Cardozo tem a capacidade de…finalizar (dito desta forma parece simples, mas quantos não tremem na hora de faze-lo)

Cardozo faz recordar aos mais idosos adeptos encarnados o “Bom Gigante” Torres, Saviola, o coelho saltitante, aos mais novos, João Viera Pinto “o Menino de Ouro”, nunca Eusébio da Silva Ferreira que privou com os dois com muitos anos de diferença, pensou que na época 2009/10, o Benfica conseguiria juntar na mesma equipa, um “Bom Gigante” Paraguaio e um “Menino de Ouro” Argentino, que têm um vicio tremendo de fazer a alegria do povo Benfiquista.
Certamente a melhor dupla atacante a actuar em Portugal.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Derby de controlo não de dominio

Pessoalmente o derby não fugiu muito ao que eu esperava dele.

O Sporting disposto tacticamente para fechar ao máximo as armas do Benfica, e do lado contrário na impossibilidade de conseguir dominar o jogo, tentar as transições rápidas.

Melhor inicio de Sporting, pressionante, disposto em 4*2*3*1 com as surpresas Caneira (lateral esquerdo), Adrian á frente da defesas com Moutinho e a maior surpresa de todas Miguel Veloso a médio esquerdo. Liedson assustou num erro de transição ofensiva do Benfica (falha de David Luiz, que Sidnei compensou muito bem), mas a 1ª oportunidade real foi Cardozo, ao qual respondeu o Sporting por Polga num lance de bola parada. Até ao intervalo mais nada, o Benfica equilibrou o jogo, principalmente pela troca posicional entre Aimar e Ramirez (o melhor em campo das duas equipas em minha opinião, corre por 2, luta por 2, defende por 2 e ataca por 2), com o “Queniano” no miolo do campo, o Benfica passou a ocupar melhor essa zona, e permitiu a Aimar poder fugir á apertada marcação que sofria, apesar de na direita do meio campo, ter menos bola para poder organizar o jogo ofensivo.

Segunda parte ligeiramente melhor em termos de qualidade de jogo que a primeira., mais situações juntos das balizas, mais espaços. Com o tempo todo o estádio, percebeu que Di Maria já estava completamente esgotado e já não dava o devido apoio a César Peixoto, facto que o Sporting tentava aproveitar carrilhando grande parte dos seus ataques pelo seu lado direito, a entrada de Pereirinha vincou mais ainda essa intenção, toda a gente menos Jorge Jesus que ou não se apercebeu ou não se quis aperceber por outros interesses financeiros (valorização do passe de Argentino), arriscou a derrota por essa teimosia, e quando decidiu mexer, colocou Amorim por Aimar, reforçando o meio campo e fechando assim mais ainda um lado por onde o Sporting pouco ou nada atacava, porque Caneira não passa do meio campo. Saviola a par de Ramirez continuavam a ser os únicos a desequilibrar estruturalmente o Sporting, é certo que o coelho já estava também ele bastante cansado, mas quando a 5 minutos do fim Jesus lá se decidiu por colocar o á muito solicitado Coentrão, foi o argentino 30 que tocou em sorte abandonar o campo. Percebia-se aqui que Jesus estava satisfeito com o empate, que sejamos realista servia melhor a águias que a leões, todos sabemos porquê.

Carvalhal arriscou um pouco mais, mas pouco mais, a já falada colocação de Pereirinha no flanco direito para tentar aproveitar a debilidade física de Di Maria e Matias Fernandez por Postiga a 5 minutos para o final, passando a jogar com 2 pontas de lança, mas nessa altura, já o Benfica tinha o jogo bem controlado e corrigido a protecção a César Peixoto.

Resultado justo, num derby de muita luta e onde existiu quase sempre a preocupação do 1ª pensamento ser o de não deixar jogar o adversário, ou anular o adversário, não critico este pensamento até porque ele é fundamental no futebol, faltou foi ás duas equipas o segundo momento, o pensamento de ambição de chegar ao golo. Ou Seja ambas entraram para controlar o jogo, não para o dominar.


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Derby decisivo para os leões....

Sporting Benfica….ou o maior derby de Portugal

Escaldante!! Mais uma vez escaldante, é como se apresenta mais uma vez o maior derby da cidade de Lisboa.
Que importa se o Sporting, jogando em casa se apresenta a 11 pontos dos seus maiores rivais, que importa que nas vésperas do jogo em casa do rival, as águias tenham caído no seu terreno ante o vitória Vimaranense, que importa que os Leões sejam 8º e águias 2ª. Derby é derby. E derby é jogo de resultado imprevisível.

Carvalhal, mostrou logo no seu jogo de estreia, que o seu Sporting, andará mais próximo de um 4*3*3 do que o tão famoso losango de Paulo Bento.
Contra os Pescadores, inicialmente Vukcevic e Pereirinha, tentaram ser os homens que davam largura, jogando como extremos, a pergunta que coloco é se com esta opção, não estaria já Carvalhal a preparar o jogo contra o rival, visto ser certo e sabido que todas as transições ofensivas encarnadas são principalmente iniciadas pelos laterais.

Se Miguel Veloso inicialmente manteve a sua posição na frente da defesa, deparou-se com um duplo pivot ofensivo, Moutinho e Matias Fernandez, nas alas como já referi, Vukcevic preocupava-se em dar largura e profundidade ao jogo, e também jogar mais próximo de Liedson, Pereirinha fechava mais interiormente a defender, dando mais apoio ao meio campo. Acredito que com uma ou outra diferença a equipa leonina andará perto da que jogo diante dos Pescadores da Costa da Caparica, talvez Grimi seja aquele que tenha o lugar mais em risco, e é aqui que se coloca a maior duvida de Carvalhal, manter Grimi ou mesmo André Marques na esquerda pode ser um risco, perante o futebol de tabelas rápidas de Ramires, solução seria lá colocar Miguel Veloso. Mas para Veloso jogar na lateral esquerda, coloca-se a questão se já terá Adrien Silva maturidade suficiente para parar o futebol de Aimar e a busca constante de Saviola do espaço entre as linhas defensivas e de médios? Problema para Carvalhal solucionar. Tonel dará o lugar ao regressado Carriço, voltará a dupla que mais jogos tem em conjunto, Liedson que costuma marcar ao Benfica também é certo no 11, assim como Patrício, Abel, Moutinho e Matias Fernandez.

Porque razão foi o Benfica eliminado no passado domingo da Taça de Portugal.
A resposta para mim parece-me simples, em 1º lugar, durante 75 minutos o Benfica não foi o Benfica que tem sido esta época, forte, acutilante, dominador, deu até a sensação que alguns jogadores pensavam que mais cedo ou mais tarde o golo cairia do céu. Em segundo lugar e pegando na palavra golo, o Benfica desaprendeu de jogar sem Óscar Cardozo. Sem o farol avançado da equipa, todo o ataque perde as suas referencias de movimentação. Ora Vejamos, sabendo que o Benfica faz a maioria das transições pelos corredores (laterais e alas), sem Tacuara na area, estes apenas ficam com as referencias das movimentações de Aimar e Saviola. Aimar normalmente vai buscar jogo e transporta-o até o meio campo adversário, buscando as movimentações em diagonal de Saviola nos espaços deixados por ….Cardozo, ou busca os alas com passes a rasgar nas costas do laterais, alas esses que cruzam normalmente para a zona de finalização onde aparece....adivinhem? obvio, Cardozo. A juntar a isto tudo, não esquecer que o Paraguaio normalmente não precisa de tocar muitas vezes na bola para fazer um golo, aliás o ideal é que a toque apenas para a empurrar para a baliza. Sem Cardozo são poucos os avançados / pontas de lanças encarnados que com poucas oportunidades façam tantos golos (talvez Mantorras, mas esse é um caso á parte).

Transportando isto tudo para o Sporting Benfica, Cardozo normalmente quando fica muito tempo parado tem dificuldades nos primeiros jogos para encontrar o ritmo de jogo, no entanto só a sua presença em campo dará outra dimensão e objectividade ao jogo encarnado. A única duvida em minha opinião será se a equipa médica encarnada tentará ou não recuperar Luisão, não o fazendo é claro que será Sidnei a jogar. Não acredito que Jesus arrisque de inicio em Coentrão na lateral esquerda, certamente Cesár Peixoto terá vaga no 11, assim como Maxi Pereira, Javi Garcia, Aimar; Saviola, Di Maria, David Luiz.

Não é decisivo para a época desportiva encarnada, perdendo mantém intactas as suas aspirações ao titulo, o mesmo já não poderá dizer Carvalhal, que perdendo olhará para o seu rival a 14???? Pontos de distancia, ainda antes do virar de volta. Não poderão dizer os Leoninos que este derby não é decisivo para as suas aspirações.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Portugal vs Bósnia…..Intervalo

Fui ao estádio da Luz ver ao vivo o Portugal Bósnia. Decidi escrever este texto, não só para dar a minha visão do que se passou, mas também do que se poderá passar no jogo de amanhã.
Desde logo, deixo uma pergunta, quais foram os melhores jogos de Portugal, nesta fase de qualificação? Em minha opinião os dois com a Dinamarca! Qual o melhor jogador Português nesses dois jogos? Deco. Digam o que disserem, que gostem, que não gostem o Luso - Brasileiro é o jogador da selecção que mais e melhor aplica técnica, criatividade e visão e leitura de jogo. Quando está bem, leva a equipa consigo, quando está mal (menos bem) a equipa pouco ou nada jogo, praticando um futebol monocórdico, previsível, esperando um rasgo individual de algum das nossas setas (Simão, Nani, em tempos Quaresma ou Danny), ou esperando que Ronaldo saque um dos seus coelhos da Cartola (o que também não tem acontecido)
O que aconteceu no sábado foi exactamente o que se passou em quase toda a fase de qualificação, com a única diferença de que não estava Ronaldo em campo, equipa triste, com poucos argumentos colectivos para abrir defesas fechadas, jogando no constante sobressalto de poder sofrer um golo a cada instante, num contra ataque adversário ou numa bola parada, ou seja intranquilidade defensiva da equipa.
Vi uma Bósnia que teve quase sempre o jogo controlado, e se no inicio Nani ainda deu algum trabalho a Salihovic (lateral/ médio esquerdo Bósnio), aos poucos também foi sendo manietado pelo controlo defensivo adversário.
Mesmo tendo sofrido um golo, os Bósnio não se desorganizaram, e foram controlando o jogo, com mais ou menor dificuldade, dispondo de melhores oportunidade para chegar ao empate (golas no barra e postes)

O que esperar na Bósnia? Para já, Blazevic vai ter que comprovar com a equipa que vai por em campo, que de facto vai para cima de Portugal, ou se as suas palavras, servem só para o jogo psicológico. Se Blazevic colocar em campo, Misimovic, o melhor joador Bósnio, e o pensador / coordenador de todo o jogo ofensivo da equipa, é ele que os colegas procuram para ditar leis, que procuram para dar a bola, a equipa não passa do meio campo em circulação de bola sem a bola passar por ele. Mas dizia eu se o treinador Bósnio colocar ao lado do seu 10, Pjanic que em Lisboa jogou só 5 minutos, e na frente de ataque, ao lado de Dzeko, colocar Muslimovic (jogou 10 minutos em Lisboa), avançado mais móvel que Ibisevic que jogou na Luz, a equipa, ganha mais qualidade. Pjanic é um médio baixo, rápido, tecnicista e irreverente, joga sempre para a baliza, poderá ser o complemento ideal a Misimovic, que muitas vezes teve que parar e esperar os restantes colegas porque estes não tinham capacidade de subir no campo e apoiar o seu futebol, com Pjanic em campo este será certamente o seu primeiro apoio, e o primeiro a procurar movimentos de ruptura para desequilibrar a defensiva Lusa. Caso Blazevic se fique pelas palavras, Portugal poderá esperar uma Bósnia com um futebol igual ao que apresentou em Lisboa, directo, pratico, combativo e muito destrutivo. Muito perigoso nas bolas paradas.

Não sei que equipa Queirós apresentará, mas certamente Miguel Veloso vai jogar a lateral esquerdo, e Miguel na lateral do lodo oposto. Tiago deverá entrar para o lugar de Meireles, caso isso não aconteça, penso que a equipa perderá capacidade de segurar a bola, e para mim essa é a melhor forma de jogar em ambientes adversos, roubando e circulando a bola. Pepe na frente dos defesas e por de trás do dois médio mais ofensivos, preparado para principalmente disputar bolas no ar, no meio campo defensivo e na ajuda aos centrais.

Ao intervalo um injusto 1-0 para as cores Luso / Brasileiras (desculpem, cores lusas), Quarta feira a 2ª parte, no inferno que vai ser Zenica

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

R.I.P Enke

Terás tido os teus motivos...Obrigado pelos 3 anos passados na Luz, para onde confessas-te que gostarias de Voltar...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Braga vs Benfica rescaldo

Em primeiro lugar grande jogo de Futebol na Pedreira, duas boas equipas que estiveram bem no plano táctico e técnico, sempre com pensamento no golo. Ganhou a que foi mais feliz.

Jesus decidiu em parte abdicar daquela que tem sido a maior arma do seu Benfica esta época. Decidiu baixar o bloco, e não pressionar o adversário logo á saída de bola, talvez com isso pretende-se dar o “engodo” ao Braga e jogar nas transições rápidas nas costas dos defesas.
O Braga não se fez rogado, assumiu o jogo, e na primeira oportunidade que teve (um livre lateral sobre o seu lado direito), Hugo Viana fez 1-0.
Tiro no porta aviões, vamos voltar ao habitual, pensou Jesus. Foi automático assim que o golo aconteceu, a equipa do Benfica subiu a zona de pressão, e começou a tentar fazer o seu jogo, mas para isso tinha que passar pelos 3 médios do Braga, Vandinho, Mossoró e Viana, que faziam uma teia e aprisionavam Aimar e principalmente Javi Garcia, impedindo uma boa transição encarnada. Aos poucos o Benfica foi precebendo o que tinha que fazer para saltar essa pressão. Trocas posicionais entre Di Maria e Ramires, os médios direitos e esquerdos com Saviola o segundo avançado, Di Maria tentava arrastar João Pereira para Posições mais interiores do campo, enquanto Saviola rapidamente ocupava o seu espaço, sendo a bola lançada pelos defesas, para esse espaço, onde Saviola, dominava e sai em velocidade para atacar a baliza, no lado contrário Ramires tentava fazer o Mesmo com Evaldo, mas essa movimentação não estava a sair tão bem.
Com o crescimento do Benfica o jogo ficou electrizante, golo anulado a Luisão, oportunidade nas duas balizas, e a promessa de uma grande 2ª parte:

Mais uma vez, um jogo com controvérsia no intervalo, desta vez, começou ainda no campo, á entrada do túnel de acesso aos balneários e acabou dentro do mesmo.
Resultado, Benfica sai mais prejudicado, porque fica sem Cardozo o seu principal goleador, e o Braga perde André Leone, facilmente substituível por Rodriguez.

Na segunda parte mais do mesmo, o Benfica a tentar pressionar, a tentar empatar e o Braga a tentar jogar no espaço dado nas costas da defesa encarnada.
Aconteceu ao Benfica aquilo que ainda não lhe tinha acontecido este ano, foi traído pelos seus índices físicos, Saviola foi o primeiro, seguiram-se Aimar, Di Maria e incluisvé Maxi Pereira (para Maxi arrebentar é preciso correr e correr muito).
Jesus não foi feliz na sua 1ª opção, tirar Javi já amarelado, para pôr Keirrison, totalmente desenquadrado dos movimentos da equipa, e demorou a mexer, perante o quadro físico da equipa. O 2-0 matou no plano anímico o que fisicamente já não abundava, a força.

Como já disse, grande jogo de bola, onde ganhou a equipa que mais feliz foi, porque tiveram ambas á altura uma da outra.



highlights - MyVideo

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Braga vs Benfica

Sábado Braga para e o estádio da luz transfere-se para a cidade dos arcebispos. Silencio que jogam os dois primeiros da classificação, jogam aqueles que mais tem empolgado os seus adeptos.
Que jogo poderemos ter?
O Braga de Paciência assenta o seu numa filosofia de equipa grande. 4 defesas, com laterais com pendor ofensivo (João pereira e Evaldo), meio campo consistente e criativo, com ritmos marcados por Hugo Viana, ataque agressivo e rápido, com Meyong como referencia. Seja em 4*4*2 seja como na maioria das vezes em 4*3*3, o Braga tem, encarado os jogo em campo inteiro, tentando domina-los. Esta é a primeira pergunta que coloco, irá Domingos tentar dominar ou Benfica, ou tentará apenas e só numa primeira fase controla-lo?
Braga de Paciência tem sido um misto, não tem encantado, mas tem sido regular e tem aproveitado as oportunidades que cria.
Acredito que Domingos, começará em 4*3*3 com Vandinho e Mossoró a dar os equilíbrios no meio campo e tentando ser tampão para a ligação Aimar – Saviola.
Jesus neste seu regresso a Braga, não abdicara da equipa na máxima forca, no já habitual, 4*1*3*2, se na defesa a duvida so se coloca em relação ao defesa esquerdo (Peixoto ou o adaptado Coentrão, que muito bem esteve frente ao nacional) na restante equipa, salvo lesões de ultima hora, Javi, Ramires, Di Maria e Aimar no meio campo, Saviola e Cardozo no ataque. Espera-se um Benfica a pressionar a campo inteiro como tem sido habito, com Javi a dar critério ao jogo, Aimar a marcar o ritmo, Ramires sufocante a defender e nos espaços mortos do campo a atacar, Di Maria a dar os seus já habituais esticões, empregando velocidade e criatividade. O gigante e o coelho a infernizar a cabeça aos defesas. Benfica já mostrou que também esta preparado para os jogos em que foi preciso sofre (Guimarães e Leiria), veremos que equipa teremos, a que encanta, ou a trabalhadora, que não jogando o melhor futebol, através da garra entrega e concentração no jogo, os venceu.
O Benfica entra com o factor psicológico em alta, ganha, goleia, e parece que não transpira, em Braga outro bom teste.

Pedreira estará completamente lotada….

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

QuaQUa....Sou Pato, Alexandre Pato

Há jogadores assim, que quando nos perguntam, qual ou quais são os jogadores que mais nos encantam ver jogar, muitas vezes nos esquecemos deles. Um é Van Persie, atacante do Arsenal, existe muito boa gente que não lhe vê capacidades para estar entre os melhores do mundo, pessoalmente acho que o seu nome devia estar mais vezes entre essa "elite". Outro é Pato, Alexandre Pato. Numa altura em que o AC Milan se encontra em crise desportiva e provavelmente financeira, e que busca alguém dentro do campo que simbolize o que é ser rossonero, e que já agora resolva jogo, Pato, mantém aquilo que o levou ate Milão...a arte de fazer golos. E agora com o condão de serem decisivos.
Pirlo e Seedorf demoraram cerca de 60 minutos a encontrar o caminho que poderia levar a bola À baliza do Real Madrid, mas quando perceberam, rapidamente entenderam que Pato era o homem a quem dar a bola...
E como esta grande Pato, ainda mais rápido, ainda mais criativo, ainda mais forte, mais matador.
No terreno da equipa mais galáctica do planeta, Alexandre fez questão de se reapresentar aos mais desatentos. Sou pato...Alexandre pato...(e dos melhores do mundo)


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Itália 90…9+2 e Cabo das Tormentas

Vi com redobrada atenção o Uruguai Argentina, que decidia a 4ª vaga directa do continente Sul Americano para o Mundial do ano que vem.

Quando vi a equipa titular Argentina apercebi-me logo que Maradona apostava no contra ataque, e mais convencido disso fiquei, quando me apercebi que quer Di Maria, quer Jonas Gutiérrez, tinham ordens para dar um grande apoio aos laterais dos seus respectivos lados, defendendo quase como laterais, permitindo a estes dar apoio á dupla de centrais. A este facto temos que juntar que os dois médios eram os dois de características mais de contenção, do que de criação (Veron e Marcherano). Ou seja Maradona repescou para este jogo o 9+2, com que a Argentina chegou á final do Itália 90. Messi e Higuain eram as duas ilhas no deserto ofensivo alvi celeste.
Duro ver a Argentina jogar assim, quando tem como jogadores seleccionáveis, Lucho, Aimar, Tevez, Aguero…ou Riquelme (que mesmo em fim de carreira dava jeito a muito boa gente).

Messi é um jogador triste nesta equipa, para além de ter que contar com marcações cerradíssimas, sempre que recebe a bola, olha para diante e a sua frente vê um deserto de camisolas Argentinas com cerca de 40 metros. Tem que temporizar e esperar pelos apoios, ou então enfrentar constantemente os seus múltiplos opositores directos.
Apercebi-me da sua tristeza ao ver estes 2 jogos, o de sábado e o de ontem, chegando ao ponto que quase não ter aparecido nas imagens dos festejos da qualificação, e mesmo quando a sua fugaz imagem apareceu, a introspecção e a falta de expressão de contentamento eram a sua imagem.

Portugal e a qualificação para o Play off?
Demérito da Suécia ou mérito nosso? Essa é para mim a questão que há-de ficar, depois de jogos irregulares, exibições desastrosas, resultados negativamente surpreendentes.
A Suécia teve o pássaro na mão, “bastava” ganhar á Dinamarca, porém não o conseguiram fazer. Porém o que escrevi anteriormente sobre a nossa fase de qualificação serve também para os Suecos (jogos irregulares, exibições desastrosas, resultados negativamente surpreendentes). Acabamos por ser um ponto menos negativos que os Suecos e isso valeu-nos a qualificação para o Play off…ainda não chegamos á África do Sul…mas será que já passamos o cabo das tormentas?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Inglaterra de Capelo e o seu eixo central

Vejo os últimos 5 minutos do Inglaterra 5 Croacia 1, e vejo uma Inglaterra a fazer posse de bola, segura circulação de bola, de pé para pé, procurando calma a pacientemente o momento para atacar a baliza. È certo que o resultado lhe confere essa tranquilidade, mas Capello deu outra alma á “selecção da rainha”.
A grande diferença desta Inglaterra, está no posicionamento de 3 jogadores, Gareth Barry á frente do quarteto defensivo, médio de 28 anos agora no Manchester City, que vê finalmente reconhecido o seu valor em termos de selecção. è ele a par de Lampard que definem tudo na equipa, que ritmo impor, se jogam mais curo ou mais apoiado, são eles que queimam linhas na transição, são eles os patrões no meio do campo da equipa. Gerrard ocupa a posição atrás dos ou do ponta de lança, o que permite-lhe jogar em função dos espaços deixados por estes no campo, entrando de trás, aplicando a sua visão de jogo ou o seu poder de finalização. A colocação de Gerrard nesta posição permite também á equipa pressionar alto quase na saída da bola. Terry atrás no sector defensivo é o líder de uma defesa que ainda lhe falta Ferdinand.
Ou seja a Inglaterra percebeu que dominando o eixo central do relvado, domina o jogo, assim Terry, Barry, Lampard; Gerrard e Rooney , são as principais peças de uma maquina que começa a ficar muito bem oleada.
Porem dominar o eixo central não quer dizer jogar pelo eixo cental, assim Aron lennon ou Defoe, dão a largura necessária a qualquer equipa.

Maradona....e saber defender...

“Por tudo isto, encaro com receio e desconfiança esta nomeação! Temo que Maradona, ainda não tenha ultrapassado, 10 anos depois, a fase do jogador, do ter de deixar de fazer aquilo que melhor sabe e gosta, de não ter a atenção totalmente centrada em si, quanto a mim, um dos vários motivos que o conduziram aos caminhos que percorreu!Encaro com receio esta nomeação também pelas palavras de Corrado Felaino, com que abro este post, Maradona só poderia ser treinador de uma equipa onde jogasse o próprio Maradona. E muitas vezes é mais fácil dirigir estando dentro das quatro linhas, as mensagens chegam muito mais depressa, do que quando vindas do banco. Messi e Riquelme são grandíssimos jogadores, predestinados, mas Maradona nunca lhe poderá pedir que sejam Diego dentro do campo, podem se aproximar, mas nunca o serão Diego. Sentirá-se frustrado quando pedir aos jogadores para fazerem isto ou aquilo, jogarem desta ou daquela forma, e perceber que eles não o conseguem fazer. Explodirá, dirá o que deve e o que não deve, entrará em conflito com esta ou aquele jogador, e virá Bilardo acalmar as coisas!”

Estas foram as minhas palavras a 31 de Outubro de 2008, aquando da nomeação de Diego Maradona como seleccionador Argentino.
Quase um ano depois, e uns quantos jogos de apuramento para o mundial 2010, venho aqui reconhecer que os piores receios se concretizaram (tirando o facto de Diego ainda não ter explodido no banco, onde mantém quase sempre uma imagem de sofrimento, muito sofrimento).

Vamos por partes, se no ataque como escrevi recentemente continua a faltar um ponta de lança com características diferentes de Aguero ou Tevez, alguém mais próximo dos aqui recordados Batistuta e Crespo.

No meio campo, sempre pensei que com Maradona como treinador, as suas equipas tentassem tocar mais a bola, jogar mais apoiado, com passe e desmarcações rápidas. O que tem acontecido é que principalmente por responsabilidade de Veron, procura-se muito as costas das defensivas adversárias, que contra equipas com bloco baixo, como tem acontecido anula em muito a qualidade técnica dos homens da frente.

Alguém me consegue dizer o nome de um central argentino de classe mundial nos últimos 30 anos? Por mais que pense não encontro nenhum?
A Argentina de Maradona defende muito mal, ou melhor os seus jogadores das posições defensivas comentem erros demasiados infantis para serem verdade em alta competição, basta olhar para os 3 golos sofridos frente ao Brasil. De toda a defesa só Zanetti dá garantias, Heinze (não entendo como consegui chegar a grandes clubes mundiais), Pappa Otamendi são horríveis, Coloccini, menos mau, mas…

E certo que uma equipa quando defende, defende como um todo, mas normalmente os golos tem surgido por falhas individuais de jogadores das posições defensivas. Para quando uma defesa com a mesma qualidade do resto da equipa , ou a defenderem correctamente.



Com tudo isto, os Argentinos correm o risco de ficarem fora do mundial, e fica provado que Diego, nunca deveria ter saído da imortalidade dos relvados, para a guilhotina do lugar de treinador

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Kaka, Ronaldo e Messi, que jogadores depois dos 30

Se um jogador atinge normalmente o auge da sua condição atlética e maturidade futebolística, entre os 26 e os 29 anos, olho para as idades aqueles que são considerados os 3 melhores da actualidade, e tento perceber o que são neste momento, e o que poderão acrescentar ou retirar do seu futebol num futuro próximo.

Kaka agora com 27 anos, é o único dentro da idade dita do “auge” do máximo das suas capacidades, mas desde cedo revelou o que seria o seu futebol, por esta altura.
Jogador criativo, de explosões, arrancadas, de drible fácil, de muita visão de jogo e de elevada capacidade de passe. Tudo isto cimentado pela sua robustez física natural, que muitas vezes faz uso para fugir aos seus caçadores em campo. Mas com a bola nos pés este Brasileiro sempre foi classe pura. Kaka já fazia tudo isto com 22 anos (idade de Messi por exemplo), o que Kaka ganhou ao atingir o auge, foi capacidade de gestão de ritmos de jogo, que lhe permite agora aproximar-se muito do que é o número 10 moderno, ou de aquilo que muito treinadores idealizam como o 10 moderno (Rui Costa e Seedorf, tiveram a sua cota parte de participação neste processo).

Kaka depois dos 30?
Será cada vez menos um jogador de esticões no jogo, de arrancadas, acelerações, será cada vez mais um pensador, aproximar-se-á muito do que foi Zidane por essa idade. O futebol da sua equipa passará todo por si no processo ofensivo, ao contrário do que acontecia por exemplo no Milan, onde Kaka era solicitado para dar velocidade ao jogo. Talvez sinta necessidade por essa altura de jogar uns metros mais recuado, para melhor ver o campo, melhor ler o jogo, melhor desequilibrar, em tabelas, em drible ou em passe.
Aquli que é Kaka hoje em Madrid é a antevisão do que será o Brasileiro depois dos 30, em termos quer de posicionamento, que de solicitação de jogo.

Ronaldo agora com 24, todos sabem é um criativo, velocista, tecnicista, driblador nato. Durante muito tempo teve a linha como sua melhor amiga, entretanto foi aparecendo em zonas mais de finalização e começou a tornar-se goleador, mantendo intactas as suas características, principais. Ganhou também compleição física, que o ajudou a suportar melhor os confrontos físicos.

Ronaldo navegará pelos 26 aos 29 anos, como um avançado que permitirá diversas soluções ao seu treinador, jogando como avançado ou como extremo, e provavelmente ganhará inteligência para perceber quando deverá ser extremo e quando deverá ser apoio do ponta de lança.

Ronaldo depois dos 30
Penso que depois dos 30, Cristiano cada vez mais tenderá, para ser um segundo ponta de lança, e ter contactos esporádicos com aquela que foi no seu inicio de carreira a sua melhor amiga, a linha. Será uma versão melhorada de Raul, porque é mais robusto, e apesar de tender a perder velocidade de ponta de aceleração, manterá a velocidade de execução rápida e espontânea, necessárias nas zonas de finalização. O seu perfil nunca será o de um pensador, de algum gestor de ritmos de jogo, ficará eternamente preso aquilo que os que jogarem atrás de si (médios), lhe poderão proporcionar em termos de jogo, de bolas jogáveis.
Não o vejo com as mesmas capacidades de jogo que Luís Figo por exemplo, que por ter passado tantos anos agarrado á linha, conheceu-lhe todos os segredos, de como a partir dela, se tornar um pensador de todo o jogo de uma equipa.
Messi agora com 22 anos, é tudo o que se sabe, criativo, velocista, tecnicista, driblador nato e…pensador. Pode ser extremo, que serve para golo ou vai para golo sozinho, avançado que tranquilamente finaliza, ou jogar como 10, se como é o caso tiver alguém que lhe leve a bola até as zonas de decisão (Xavi e Iniesta).
Falta-lhe físico, dirão alguns, pergunto-me para quê se essa é uma das suas armar, a capacidade com que aparentemente frágil, é certamente ágil, foge, tabela, acelera, dribla.

Pergunto-me se Messi atingirá o daqui a 4/5 o seu “auge” de condição atlética e maturidade futebolística, sinceramente espero que sim, relegaria Maradona Para 2º melhor jogador de todos os tempos, e tiraria um peso de cima á FIFA, mas caso isso não aconteça que se deixe ficar como está, precoce em tudo. Uma característica certamente Messi ganhará nessa idade, capacidade de gestão de ritmos, por vezes percebe-se que são Xavi e Iniesta que lhe contem a sua vontade de aceleração constante de jogo, e mais ainda se nota quando está ao serviço da sua selecção, onde não tem estes dois gestores do jogo e da bola. Acredito que com a idade Leonel ganhe isso.

Messi depois dos 30, poderá fixar-se nas costas dos avançados, ou mesmo como avançado, jogando um jogo que muitas vezes Guardiola, gosta de o fazer jogar, “o Jogo da ilusão”, jogando com falso avançado, que sairá constantemente da zona dos centrais para os iludir, e os atrair para zonas que não as suas. Talvez perca alguma agilidade para fugir as marcações mas compensará com um ainda melhor conhecimento de todos os terrenos que pisa.
Obviamente Messi poderá ser 10, jogar a 10, e acho que é ai que todos nós o vamos gostar de ver, relembrando os antigos números 10 que tendem a desaparecer, um 10 mais clássico que Kaka, aquele 10 que qualquer treinador obrigatoriamente deverá dar liberdade no campo, para criar, desequilibrar, brincar como “El Diez” Maradona o inspirou.

C.Ronaldo que terrenos pisar neste Real?


Este fim de semana estive a ver com especial atenção o 1º embate do Real Madrid para o campeonato Espanhol. Acompanhei com muita curiosidade as movimentações de Cristiano Ronaldo pelo campo.
O Real é actualmente uma tentativa de criação de uma equipa de futebol ofensivo, para isso foram contratados 3 dos melhores jogadores do mundo, Ronaldo, Kaka, Benzema.

Se para Benzema o papel esta facilitado, por ser um avançado / Ponta de lança, sabe que deve jogar fixo na área mais ponta de lança, menos avançado, esse papel por agora é dado ao eterno Raul, que se movimenta nas suas costas, partindo dai para dar os apoios e fazer a ligação entre médios e Benzema. O Francês joga fixo e raramente cai nas linhas, não é esse o seu papel neste Real. A si está-lhe atribuída a função de concretizar, de “matar”, em golo as bolas que sucessivamente poderão aparecem na área.

Kaka, será o cérebro criativo da equipa, pede-lhe que não seja o jogador de que actuava no Milan, que dava esticões no jogo, que constantemente acelerava, para servir os avançados ou que enfrentava sozinho cerradíssimas defesas: essa Kaka, poderá e deverá aparecer mais nos jogos fora do Bernabéu. Kaka numa suposta posição 10, será o pensador, o criativo (Xavi Alonso mais organizador posicional da equipa), o homem do ultimo passe ou de passes de ruptura normalmente para os avançados Raul e Ronaldo ou para qualquer outro jogador que procure movimentos de ruptura.

Toda esta introdução para chegar ao posicionamento de Ronaldo em campo. Dos jogos que tenho visto o Real Madrid jogar, parece-me haver uma indefinição do que é pedido ao 9 Madrileno. Jogar como extremo aberto, ou como avançado interior?. Passo a explicar. Jogando Ronaldo com extremo típico, aberto a toda a largura do campo, o que tem acontecido é que ao receber a bola, o Português normalmente não tem apoio imediato, Raul move-se perto de zonas mais centrais, Kaka nem sempre se consegue libertar das marcações a si impostas pelos médios adversários, Benzema pouco sai da área, e o lateral do lado onde normalmente está CR9, talvez para manter os equilíbrios da equipa pouco ou nada soube no terreno, mesmo Marcelo que é lateral de vocação ofensiva. Ficando constante exposto a situações de 2x1 defensivos. Jogando como avançado interior, afunila, para zonas onde as marcações são ainda mais cerradas, e onde o seu futebol de explosões, de arrancadas, de pequenas acelerações não consegue aparecer. Ronaldo acaba por ter até mais tempo a bola nos pés de que quando jogava em Manchester, acontece é que normalmente não a recebe em zonas propicias para si e para o seu tipo de jogo.

Penso que esta posição entre extremo e avançado interior, será uma forma de tentar com que também Ronaldo jogue perto da baliza, para também ele chegar ao golo, não só de penalty, a pressão de 94 milhões de euros, terem que fazer golos, também de penalty mas não só de penalty. No entanto esta indefinição posicional, limita o futebol de Cristiano.
Manuel Pellegrini, deverá rapidamente, perceber, que ou Ronaldo joga a extremo puro, para o fazer regressar ás origens do seu futebol, feito de velocidade, desequilíbrios no 1x1 ou mesmo 2x1, assistências e finalizações, aparecendo em diagonais largas saindo da linha lateral para aparecer entre o central e o lateral, e para acima de tudo, lhe retirar a pressão dos golos. Ou então o técnico terá que retirar o 7 Raul, e colocar CR9 na ligação entre Kaka (médio criativo) e Benzama (ponta de lamça), como avançado deambulando a toda a largura da frente de ataque. Podendo assim fugir mais as marcações e beneficiando mais dos passes a desmarcar de Xavi Alonso e Kaka.

Para mim neste momento antes de ser um problema de entrosamento ou adaptação, é essencialmente uma problema posicional e de dinâmica de equipa que afectam o futebol de Ronaldo no Real Madrid. Enquanto Pellegrini não for claro com o que pretende do Ronaldo no campo, o muito futebol que tem nos pés não explodirá. Só bem posicionado, poderá ser bem utilizado.